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Sob vaias, Vitória perde em casa para Atlético-PR e não sai do Z4


Na sua agonia de lutar rodada a rodada contra a degola, o Vitória levou neste sábado (17) um golpe pesado, que pode levá-lo de maneira irreversível ao nocaute. Perdeu para o Atlético-PR por 2x1 em pleno Barradão pela 35ª rodada.

A derrota começou com um gol contra de Ramon aos 25 minutos do 1º tempo. O zagueiro passou todo o resto do jogo sendo vaiado. Já na etapa final, Bruno Guimarães ampliou o placar aos 40.

Neilton descontou de pênalti já aos 46. O gol foi vaiado por quase todo o Barradão. No final, a torcida ainda protestou com cânticos que tiveram como alvo principal o presidente Ricardo David.

O Atlético-PR era o único time que não ainda havia vencido fora de casa na Série A. Já o Vitória ampliou para seis jogos o seu jejum sem ganhar no Brasileiro. O último triunfo foi no dia 14 de outubro, 1x0 na Chapecoense. Com a derrota, o Vitória segue afundado na zona de rebaixamento, em 18º, com 36 pontos. Ainda pode ser ultrapassado pelo América-MG, que tem 34 pontos e joga hoje em casa com o Santos.

A depender dos jogos de Chapecoense (fora de casa, contra o Grêmio, nesse domingo, 18), Sport (em casa contra o Flamengo, também domingo) e Ceará (segunda, 19, fora de casa, contra o Fluminense), a distância para o 16º colocado pode aumentar de dois para quatro pontos.

Na quarta-feira (21), o Leão enfrenta o Cruzeiro no Mineirão, às 20h45 (horário da Bahia), pela 36ª rodada.

Desequilíbrio

Mesmo jogando em casa e desesperado pelo resultado, o Vitória não conseguiu incomodar o Atlético-PR no primeiro tempo. O Leão pouco chegou ao gol de Santos e viu o adversário tornar a partida bem tranquila para si.

A pressão psicológica claramente incomodava os rubro-negros. Passes forçados e faltas desnecessárias se proliferaram nos primeiros 30 minutos. O Leão tinha a bola, mas não conseguia passar da intermediária do Furacão.

O jogo ficou perfeito para o time paranaense. Mais organizado, o Atlético conseguiu levar perigo ao gol de João Gabriel, sobretudo através de faltas. Aos 6 minutos, Raphael Veiga cobrou falta e exigiu grande defesa.

Cedo ou tarde, aquele cenário ia fazer do Vitória uma vítima. Foi aos 25: Ramon fez falta desnecessária quase na linha lateral direita.

Na cobrança para a área, Pablo cabeceou e João Gabriel fez linda defesa. A bola bateu na trave e voltou para a pequena área, na direção de Ramon, que, sem conseguir dominá-la, fez gol contra.

A torcida passou a vaiar o zagueiro durante todo o resto da etapa. Se o lado psicológico já estava abalado, o gol o derrubou ainda mais.

Ainda pior

De mudanças após o intervalo, só dá para falar de vontade. O rubro-negro voltou mais enérgico e mais concentrado para o campo. Somado à postura do Furacão, afim de ‘cozinhar’ o jogo, isso resultou em algumas chances, mas nada de contundente.

Aos 13, Léo Ceará cobrou falta raspando a trave. Aos 29, Fabiano arriscou da entrada da área e a bola passou por cima. E aos 34, em cobrança de falta de Nickson, a bola passou por todo mundo na área e Santos ficou com ela.

Acabou que, apesar desse ímpeto rubro-negro, as melhores chances da etapa final ainda foram do Atlético-PR. Aos 36, Nikão avançou como quis pela intermediária do Vitória e arriscou de fora da área. A bola foi na trave.

Por fim, aos 40, veio o golpe de misericórdia, e de maneira lamentável. Bruno Guimarães foi avançando como quis pela intermediária e entrou na área rubro-negra sem sofrer pressão. Por fim, Jeferson tirou o corpo e o volante atleticano chutou para o gol cara a cara com João Gabriel. A torcida se irritou com o que viu. Os gritos de protesto contra o presidente Ricardo David ecoaram pelo Barradão, a maioria de conteúdo impublicável. Deu tempo do lateral direito Jeferson receber o segundo cartão amarelo e ser expulso.

Aos 46, Léo Ceará foi derrubado na área e o árbitro deu pênalti. Na cobrança, o camisa 10 fez o seu sétimo gol na Série A. Tento este que, curiosamente, foi vaiado por quase todo o Barradão.

Assim, com gol contra, sob vaias e protestos da torcida, o Leão assinou a sua penúltima obra em casa na Série A – pelo menos deste ano.

Fonte: Correio

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