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Fogo ameaça mata nativa na Chapada Diamantina e oeste da Bahia


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On terça-feira, 17 de outubro de 2017
Last modified:terça-feira, 17 de outubro de 2017

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Fogo ameaça mata nativa na Chapada Diamantina e oeste da Bahia

Na Chapada Diamantina e nas regiões oeste e norte, as queimadas estão devastando grandes áreas de mata nativa em incêndios que saem do controle por causa do calor, dos ventos e da baixa umidade do ar. Entre a última sexta-feira e esta segunda-feira, 16, o Programa de Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou 756 novos focos no estado.

Este ano, a Bahia registra aumento de 21% no número de focos em relação ao ano passado, somando 6.451 focos até esta segunda. Só nos primeiros 15 dias deste mês, foram identificados 2.369 focos. Durante o mesmo período em 2016, o programa do Inpe somou 1.415 incêndios.

Nesta segunda, o secretário estadual de Meio Ambiente, Geraldo Reis, acompanhou o trabalho das equipes de combate em Rio do Pires (a 767 km de Salvador), no incêndio identificado na quinta-feira passada, na Serra de Santa Maria, no distrito de Ibiajara. “Neste período de calor e seca, a população deve estar ainda mais atenta aos cuidados de prevenção aos incêndios”, disse Geraldo Reis.

Risco

No município, que faz parte da Chapada Diamantina, o fogo está ameaçando diversas nascentes que abastecem a cidade e povoados. Para reforçar o combate, que é difícil pelas condições do terreno acidentado, um helicóptero do Grupamento Aéreo da PM está, desde esta segunda, ajudando no deslocamento dos bombeiros militares e voluntários da brigada Anjos da Chapada.

Em Luís Eduardo Magalhães (a 940 km de Salvador), nesta segunda havia quatro grandes focos na zona rural. Para acelerar o combate, as equipes do Corpo de Bombeiros e de brigadistas voluntários receberam reforços de dois aviões (Airtractor) do programa Bahia sem Fogo, que começaram a atuar no final de semana.

No município, o subgrupamento de Bombeiros Militares registrou entre 16 de setembro e 16 de outubro 49 incêndios. A suspeita é que os incêndios têm origem criminosa. Moradora de Luís Eduardo Magalhães, a professora Margarete do Vale, 46 anos, reclamou de muita fumaça na cidade desde a semana passada.

“Está difícil conviver com a baixa umidade do ar, as altas temperaturas e a fumaça. Estamos rezando que a chuva chegue logo e que as pessoas sejam mais conscientes, deixando de fazer queimadas”, alerta a professora Margarete do Vale.

Pilão Arcado

Na região norte do estado, um incêndio devasta a fauna e a flora do bioma caatinga desde o final de setembro. Pelas condições do clima, o incêndio ganhou força no último final de semana.

Iniciado na localidade de Brejo da Serra, o fogo está próximo de residências e áreas de cultivo. A estimativa é que foram afetadas mais de duas mil pessoas das comunidades de Anicente, Bola, Jurema dos Defesas, Mandarino, Nova Holanda e Zé Lopes.

No município ribeirinho do lago de Sobradinho, o combate com prepostos do Corpo de Bombeiros de Juazeiro deve começar nesta terça, 17.

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