sábado , 18 de novembro de 2017
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Mulher que vivia nas ruas em Jacobina reencontra irmão gêmeo e família


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On quinta-feira, 29 de junho de 2017
Last modified:quinta-feira, 29 de junho de 2017

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Mulher que vivia nas ruas em Jacobina reencontra irmão gêmeo e família

Jacobina viveu um reencontro com final feliz entre a senhora Altamira Oliveira Ferraz, de 58 anos, e seus familiares. Altamira estava vivendo nas ruas de Jacobina há alguns meses e muitas pessoas se perguntavam quem seria aquela mulher, onde estava sua família. Depois de uma companha da Secretaria de Assistência Social, com ampla divulgação na imprensa, os familiares da Sra. Altamira foram localizados em Teófilo Otoni, no estado de Minas Gerais.

Uma das grandes surpresas foi saber que Dona Altamira tem um irmão gêmeo, o Sr. Altamiro Oliveira Ferraz, e ele veio ao seu encontro na noite desta quinta-feira (29). O reencontro emocionante aconteceu na Secretaria de Assistência Social, no centro da cidade, e contou com a presença do prefeito de Jacobina, Luciano Pinheiro, da secretária de Assistência Social, Aline Pinheiro e equipe envolvida na campanha.

Surtos psicóticos

Dona Altamira teve surtos psicóticos em dezembro de 2015, e desde então sumiu de casa. Em Jacobina, ela perambulava pelas ruas há meses e dizia que seu nome era Isabel. Os locais mais comuns que ela percorria eram os bairros Nazaré e Jacobina II.

“Após duas sequências de surto psicótico, no dia 8 de dezembro de 2015, por volta das 6h da manhã, ela saiu, como era de costume fazer passeios pelo bairro, e desapareceu. Só tivemos notícia assim, para confirmar o desaparecimento dela, por volta das 18h30 mais ou menos, foi quando saímos para fazer a ocorrência na Polícia Civil e Militar, e empreendemos buscas pela cidade [Teófilo Otoni, no Nordeste de Minhas Gerais]. Contudo, não logramos êxito”, contou o cunhado Gelson José ao repórter Clayton Luz.

Questionado sobre como era o dia a dia de Dona Altamira, o cunhado disse que era comum e que ela vivia em uma casa muito grande, com a mãe, irmão, irmã, cunhado e uma sobrinha. “Ela cuidava dos afazeres normais, cozinhava, cuidava da casa, saía para passear com cachorro, fazia compras. O que eu achava estranho nela era que falava sozinha, nos cantos da casa, mas comigo sempre tivemos muito carinho. Nós, eu como cunhado, gostava de conversar com ela”, disse emocionado o cunhado.

Esperança

“Olha, de tudo, eu não queria acreditar nunca em falecimento, nunca! Sempre confiante em Deus. Durante a viagem eu falava com minha esposa e meu cunhado, que um dos momentos críticos pra mim, era na hora do almoço e no jantar, uma mesa farta e eu pensava nela: será que ela está comendo, como deve está agora?”

“Meu pai é baiano, agora vou passar a gostar mais desse estado, desse povo maravilhoso, acolhedor, de Jacobina. Não vou esquecer nunca mais desse povo maravilhoso” – Gelson José

A senhora Almivete Ferraz, irmã de Dona Altamira, também falou sobre a emoção de reencontrá-la. “Recebemos a notícia com grande alegria. Tinha a esperança de uma hora, um dia, um dia ela vai aparecer. Um ano, seis meses e vinte e um dias, onde está essa menina? Nada, nada, nada! E ontem, meu marido disse: venha aqui ver, e quando eu bati o olho, em duas fotos, disse é ela sim Gelson”, contou emocionada.

Agora, Dona Altamira vai retornar ao convívio familiar, para casa, em Teófilo Otoni. Muitas pessoas acompanharam sua história e torciam que tudo terminasse bem para ela. Durante os meses que passou em Jacobina, vários moradores lhe ajudaram com comida, água, roupas e mantimentos para que pudesse sobreviver nas ruas. Hoje, a história de Dona Altamira em Jacobina chega ao fim e, como todos gostariam que fosse, com um final feliz.

Fonte: Jacobina Notícias

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