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PMs e guarda-civil vão a júri acusados de matar 17 em chacina em SP


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On segunda-feira, 18 de setembro de 2017
Last modified:segunda-feira, 18 de setembro de 2017

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PMs e guarda-civil vão a júri acusados de matar 17 em chacina em SP

Com expectativa de durar ao menos até sexta-feira, 22, começa nesta segunda, 18, o júri da maior chacina da história de São Paulo, no Fórum Criminal de Osasco. No banco dos réus estarão dois PMs acusados de matar 17 pessoas e ferir outras 7 em agosto de 2015, na Grande São Paulo. Um Guarda Civil Municipal (GCM) também responderá por 11 dos assassinatos. Os três se declaram inocentes, mas, se o Conselho de Sentença decidir condená-los, as penas podem chegar a 300 anos de prisão.

Na denúncia, o promotor Marcelo Alexandre de Oliveira diz que os PMs Fabrício Emannuel Eleutério e Thiago Barbosa Henklain agiram em conjunto com o GCM Sérgio Manhanhã. “Integraram verdadeira organização paramilitar, milícia particular, grupo e esquadrão com finalidade de praticar crimes”.

O outro preso, o PM Victor Cristilder, só irá a júri depois, pois seu processo foi desmembrado. O réu, que também nega participação, já foi inocentado de uma espécie de “pré-chacina” ocorrida em Carapicuíba.

Testemunhas

Foram arroladas 40 testemunhas, entre defesa e acusação. Entre os incluídos para depor estão policiais, familiares de vítimas e sobreviventes. Para o promotor, há indícios suficientes para condenação. Eleutério foi reconhecido por uma testemunha. Vizinhos teriam flagrado uma discussão entre Henklain e a mulher, após ela reconhecê-lo em imagens do crime transmitidas na TV. Já Manhanhã trocou um “joinha” com um PM na hora da chacina.

As defesas alegam que o conjunto probatório é “frágil”. Advogada de Eleutério, Flávia Artilheiro diz ter provas de que o cliente estava a 7 quilômetros das cenas dos crimes. Advogado de Henklain, Fernando Capano afirma que ninguém viu a “suposta briga”. O defensor do GCM Manhanhã, Abelardo da Rocha, por sua vez, diz que o “joinha” era referência ao empréstimo de um livro.

Outro ponto que anima os defensores é que a promotoria não conseguiu individualizar a conduta dos réus, ou seja, não indicou, por exemplo, qual deles atirou em quem ou qual foi a atuação de cada um deles.

Por nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que cerca de cem pessoas foram ouvidas pela força-tarefa montada na época. Seis PMs foram indiciados, mas a Justiça negou denúncia contra três.

Por Estadão Conteúdo

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