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Bolsonaro diz que não repassará dinheiro de multas ambientais a ONGs


O presidente eleito, Jair Bolsonaro, disse que em seu governo vai enfrentar o que chamou de “indústria da multa” do agronegócio. Segundo ele, o dinheiro arrecadado com multas ambientais deixará de ser destinado a ONGs (Organizações não governamentais).

“Quero preservar, mas não dessa forma que vêm fazendo nos últimos anos. Dessas multas no campo, 40% vão para ONGs. Isso vai deixar de existir”, afirmou, ao dizer a comunidade ambientalista acha que é dona do meio ambiente.

Bolsonaro disse que o futuro ministro do Meio Ambiente terá de ser afinado com o Ministério da Agricultura e estar disposto a colocar em prática a medida de acabar com a destinação de recursos a ONGs.

Segundo o presidente eleito, a decisão sobre quem será o futuro ministro do Meio Ambiente ainda não foi tomada e há “meia dúzia” de nomes sendo avaliados.

As declarações foram concedidas na noite desta 6ª feira (30.nov.2018) em Resende (RJ) em 1 food truck. Bolsonaro foi à cidade para participar da formatura de aspirantes a oficial na Aman (Academia Militar das Agulhas Negras), a cerimônia acontece nesta sábado (1º.dez.2018).

Bolsonaro se formou na Aman em 1977, há 41 anos.

Cachorro quente

No food truck, Bolsonaro aproveitou para comer 1 cachorro quente. O presidente eleito disse que nos últimos 25 anos esteve em Resende cerca de 3 vezes por ano e sempre aproveita para rever amigos, lembrar os tempos que passou na Aman e comer 1 hot dog. “Isso aqui é que nem vinho. Já como há 30 anos”, brincou Bolsonaro. “É o melhor da região”, disse o militar, referindo-se ao food truck Hot Dog do Senhor.


O dono do food truck é Giordani Costa Cardoso, de 50 anos. O veículo roda há apenas 1 ano. Antes, ele trabalhava com uma barraquinha de cachorro quente. O trabalho é feito em parceria com a esposa, Valquíria de Fátima Rodrigues, de 47 anos.

“Já tenho 3 vídeos com Bolsonaro e algumas fotos. Mas essa visita agora foi diferente. Estou trêmula até agora. Fiz o lanche para o presidente”, disse Valquíria.

Giordani conta que Bolsonaro o visita há cerca de 10 anos. “Ele chega de repente. Senta no banquinho, pede o pão com linguiça”, afirmou.

Dessa vez, ele não queria cobrar, mas relata que Bolsonaro insistiu e pagou R$ 100 pelo hot dog. “Eu soube em cima da hora. Quando foi 5 horas da tarde começou coronel, tenente, major e almirante me ligando. Quando eu cheguei aqui para abrir o food truck, já tinha segurança”, disse Giordani.

O dono do Hot Dog do Senhor afirma que fará mudanças no negócio. A começar pelo nome do Big Dogão, o lanche predileto de Bolsonaro. “O dele é o top de linha. É de 30 centímetros com linguiça pura de porco, queijo cheddar e catupiry da Polenguinho. Eu vou mudar de nome. Vai se chamar Lanche do Presidente”, disse.

O visual do caminhão também deve ser remodelado. “Agora vou subir junto com ele. Tomara”.

Fonte: Poder360

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