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Testemunhas detalham queda de helicóptero de Boechat: "Chegou a pular antes da queda"


Testemunhas que trafegavam no Rodoanel relataram à polícia e à imprensa o momento em que um helicóptero caiu nesta segunda-feira, 11, em São Paulo. Segundo relatos, a aeronave voava baixo quando caiu sobre um caminhão. O jornalista Ricardo Boechat e o piloto Ronaldo Quattrucci morreram na queda. 

Uma das testemunhas, a vendedora Liliane Rafael da Silva, de 28 anos, acredita que o helicóptero tentava aterrissar na rodovia Anhanguera pouco antes do acidente. Segundo ela, uma das pessoas a bordo chegou a pular antes da queda, mas foi atingida pela aeronave, que explodiu. "Não deu para ver quem era. O rosto estava pegando fogo. Mas estava vivo, porque mexia as mãos", disse.

Liliane diz ter sido a primeira pessoa a se aproximar do helicóptero, quando trafegava com o marido em uma motocicleta. Ela relata ter ajuda o motorista do caminhão atingido das ferragens e que, chegou a se aproximar da aeronave. "Mas alguém gritou 'saí daí que vai explodir'. Eu dei um passo para trás e teve uma explosão".

O operador de máquinas Marcio Manoel da Silva Santos, de 34 anos, testemunhou o acidente. "Estava na rodovia na moto, com minha mulher na garupa. O helicóptero já estava voando baixo. Ela disse que ia cair, mas não acreditei", disse. "Mas depois, olhando pelo retrovisor da moto, vi quando caiu. Primeiro, o helicóptero bateu no caminhão. Depois, bateu no chão explodiu", afirmou.

No caminhão, estava o motorista João Francisco Tomanckeves, de 52 anos, morador de Caxias do Sul (RS). Santos parou a moto, deu a volta pela contramão e foi até o caminhão. Segundo ele, havia partes do avião na cabine da carreta e o motorista estava preso no cinto de segurança.

"Eu vi o helicóptero baixo, com a hélice quase parando, rodando de um jeito estranho. O helicóptero bateu no caminhão e depois explodiu", conta Orlando Vieira da Silva, 30 anos, morador da comunidade Vila Sulinas, às margens da rodovia

"O helicóptero deu pelo menos uma volta antes de cair. Foi muito estranho. Depois, ouvi o estrondo. Fez muita fumaça", disse Anderson Donato, 25 anos, morador do Morro Doce, também na região do acidente.

Estadão Conteúdo