Dia do Professor, por Gidalto Oliveira


Hoje é uma data mais do que especial para ser comemorada. O Dia do Professor, dedicada a todos esses profissionais, que escolheram essa incompreendida profissão para ministrar a mais nobre das missões, a semente da cultura e do saber, que muitos carregarão por todo o tempo de suas vidas. 

Em 15 de outubro de 1827 Dom Pedro I, Imperador do Brasil baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil. Pelo decreto, "todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras". Esse decreto falava de bastante coisa: descentralização do ensino, o salário dos professores, as matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e até como os professores deveriam ser contratados.[1] A ideia, inovadora e revolucionária, teria sido ótima - caso tivesse sido cumprida. 

Infelizmente, vemos ao longo dos anos essa valorosa categoria de professores sendo vilipendiada por muitos governantes, ignorando a importância dos educadores na formação dos nossos jovens, punindo esses educadores com situações de trabalho humilhantes e desconfortáveis, com salários irrisórios e até com a exposição desses mestres do ensino ao risco de suas próprias vidas, como frequentemente assistimos nas reportagens que são exibidas nos principais meios de comunicação. Quem não lembra talvez do seu primeiro dia de aula, quando a mãe, com os olhos marejados de lágrimas arrumava cuidadosamente a farda escolar no filho ou da filha, entregando emocionada uma pastinha ou sacola com livros e cadernos, sabendo que dali em diante se iniciava uma nova vida para o seu ente querido? 

Quem não se recorda do tempo de infância ou adolescência do seu professor ou professora, aos quais reverenciavam com respeito, carinho, muito amor e que hoje, nas doces lembranças desse tempo dourado, conservam doce saudade guardada em seus coração? Em particular rendo neste momento minhas homenagens póstumas a alguns desses educadores que me iniciaram no horizonte do saber. A minha primeira professora chamada Maria Cleófolas, com meia dúzia de alunos ao redor de uma mesa de sua residência, ministrando as primeiras letras do abc e das primeiras frases do be a bá. Vem na lembrança também as professoras Alice, Leonor Barros, professor Miranda, inesquecíveis mestres que forjaram meus conhecimentos na área da cultura, que guardo como tesouro por toda minha existência e, em reconhecimento, elevando preces a Deus pelos seus acolhimentos no Reino Celeste ao lado do Deus Pai. 

Ainda de modo especial dedico esta homenagem, em nome de todos vocês professores, a minha esposa Elisia, reconhecida dedicada mestre, que muito honrou sua missão em sala de aula, forjando a formação de gerações de muitos jovens, hoje vitoriosos cidadãos e cidadãs em destinos diversos desse nosso território brasileiro. A você, meu caro professor, minha respeitável professora, receba meu afetuoso abraço por este dia todo seu, que embora incompreendido e ignorado por muitos desses homens públicos, tem o verdadeiro reconhecimento de cada aluno que tem ainda conservada em seu coração a gratidão desse tesouro indestrutível do saber.

Gidalto Oliveira