Sara Winter, bolsonarista do movimento 300 do Brasil, é presa pela PF

Mandato de prisão foi autorizado pelo STF

Bolsonarista ferrenha e ativista do movimento 300 pelo Brasil, Sara Winter foi presa pela Polícia Federal nesta segunda-feira (15). Segundo a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, o mandato de prisão foi emitido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Recentemente, o movimento liderado pela ativista ganhou as manchetes após realizar um protesto com tochas em frente ao STF, numa ação que lembrou o modus operandi da Ku Klux Klan, organização de supremacistas brancos nos Estados Unidos.

Os 300 pelo Brasil, incluindo Sara Winter, estavam acampados em Brasília, onde constantemente realizavam protestos que infringiam a Lei de Segurança Nacional com pedidos como o fechamento do STF e uma intervenção militar.

Acampamento desmontado

O grupo 300 do Brasil foi retirado neste fim de semana do acampamento como parte do programa DF Legal, do governo do Distrito Federal, que fiscaliza ocupações ilegais.

"Houve diversas tentativas de negociação para a desocupação da área, mas, infelizmente, não houve acordo. Os acampamentos foram desmontados sem confronto", informou ontem a Secretaria de Proteção da Ordem Urbanística do Distrito Federal, explicando que os manifestantes ocupavam área pública na Esplanada dos Ministérios, o que não é permitido, com um acampamento irregular.

Também foi citado decreto que proíbe aglomerações de mais de 100 pessoas sem autorização prévia do governo do DF.

Sara Winter acusou a PM de usar "gás de pimenta e agressões" para dispersar o acampamento. Pediu ainda uma "reação" do presidente Bolsonaro, afirmando que "a militância bolsonarista foi destruída hoje". 

O filho de Bolsonaro, deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) questionou a ação da polícia. Ele postou um vídeo que PMs usam spray de pimenta. "O que essas pessoas estavam fazendo de errado ou ruim para que o governador Ibaneis determinasse sua remoção?", escreveu.

Após o desmonte do acampamento, o grupo soltou fogos de artifício em direção ao prédio do STF.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, um homem aparece falando insultos e citando por nome alguns dos ministros - Carmen Lúcia, Rosa Weber, Dias Toffoli, Ricardo Lewandoski e Gilmar Mendes. "Se preparem, Supremo dos bandidos, aqui é o povo que manda", diz ele nas imagens. 

Correio 24 Horas