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A investigação sobre a fuga em massa registrada no Conjunto Penal de Eunápolis, no extremo sul da Bahia, ganhou um novo capítulo nesta terça-feira, 3. A Polícia Civil cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão como parte do aprofundamento das apurações sobre a saída de 16 detentos da unidade prisional.

Entre os alvos está a ex-diretora do presídio, Joneuma Silva Neres, que já se encontra presa e é apontada como suspeita de envolvimento no episódio. As ordens judiciais foram executadas tanto no próprio Conjunto Penal de Eunápolis quanto no Conjunto Penal de Itabuna.

Testemunha sob ameaça

Além da fuga, a polícia apura uma tentativa de homicídio contra uma das principais testemunhas do caso. A suspeita é de que o atentado tenha sido articulado para impedir que o ex-funcionário da unidade colaborasse com as investigações.

Durante as diligências realizadas na terça-feira, um suspeito reagiu à abordagem e conseguiu escapar após atirar contra os policiais. No imóvel onde ele estava, os agentes apreenderam drogas, dinheiro e anotações que passarão a integrar o inquérito.

Como ocorreu a fuga

A fuga foi registrada na noite de 12 de dezembro de 2024 e, segundo a investigação, ocorreu a partir de uma ação coordenada em duas frentes. De um lado, detentos que estavam dentro do Conjunto Penal de Eunápolis perfuravam o teto de uma das celas. Do outro, um grupo de oito homens armados chegava pelo lado externo da unidade para dar suporte à ação.

Conforme detalhado pelo coronel Luís Alberto Paraíso, comandante da Polícia Regional na cidade, os invasores cortaram a grade do presídio e iniciaram disparos contra as guaritas, onde estavam os agentes de plantão. A troca de tiros teria sido estratégica para desviar a atenção e garantir o tempo necessário para que os presos concluíssem a abertura no teto.

Com a estrutura danificada, os detentos conseguiram descer utilizando cordas e escaparam pela área de matagal nos arredores do presídio. A ofensiva externa e a movimentação interna aconteceram de forma simultânea, o que, segundo a polícia, foi determinante para o êxito da fuga.

A corporação sustenta que a combinação entre o ataque armado do lado de fora e a ação previamente articulada dentro das celas criou as condições para que os 16 internos deixassem a unidade naquela noite.

Situação dos foragidos

Passado um ano e um mês desde o episódio, apenas um dos 16 detentos foi recapturado. Trata-se de Valtinei dos Santos Lima, conhecido como Dinei, localizado em 6 de setembro de 2025.

Outros dois fugitivos morreram. Anailton Souza Santos, o Nino, foi morto em 16 de janeiro de 2025, após troca de tiros com a Polícia Civil durante uma operação em Eunápolis. Já Rubens Lourenço dos Santos, conhecido como Binho Zoião, está entre os 117 mortos em uma megaoperação realizada no Rio de Janeiro, em outubro de 2025.

Os demais 13 detentos continuam sendo procurados pelas autoridades.

Fonte: A Tarde

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