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O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil), foi considerado o maior vencedor da queda de braço com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva diante da derrota histórica do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Bastidores de Brasília dão conta de que ele teve o apoio crucial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do ministro Alexandre de Moraes. Segundo informações da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, a derrota de Messias aconteceu após uma articulação que mobilizou integrantes da tropa de choque bolsonarista.

Com somente 34 votos favoráveis, sete a menos que os 41 exigidos pela Constituição, Messias acabou derrotado e teve seu nome rejeitado pelo plenário do Senado. Ao todo, 42 senadores votaram contra, placar que surpreendeu a base governista no Congresso. Antes de Messias, apenas o governo Floriano Peixoto havia tido indicações para o STF rejeitadas, cinco ao todo, em 1894.

Ainda de acordo com a colunista, Alcolumbre se empenhou pessoalmente junto às lideranças do Senado em prol da rejeição do nome. Um dos recados dados pelo presidente do Senado foi de que se os senadores perdessem a oportunidade de derrotar Messias, não adiantaria depois pedir para que ele colocasse em pauta um dos 97 pedidos de impeachment de ministros do STF que ele mantém engavetados.

Gaspar relata que um dos alvos da pressão foi o presidente do Progressistas, senador Ciro Nogueira (PI), que anunciou publicamente apoio a Messias, mas foi cobrado a enquadrar a bancada de sete senadores a entregar o menor número possível de votos “sim”.

Já o papel de Flávio Bolsonaro envolveu acertos com grupos de senadores, além de ter feito conversas reservadas e reuniões fechadas com vários outros, especialmente os do Centrão.

De acordo com a colunista, o filho “zero um” do ex-presidente Jair Bolsonaro disse que uma eventual aprovação de Messias só iria politizar ainda mais o Supremo e classificou o chefe da AGU como um quadro ideológico do PT. Para Flávio, o candidato a ministro seria sempre subordinado aos interesses do presidente Lula, mesmo após a nomeação.

O foco de Flávio era garantir que ele mesmo pudesse indicar o próximo ministro do Supremo caso vença as eleições de outubro. A indicação mudaria o jogo de forças no tribunal e quem sabe até permitindo a revisão de sentenças e processos contra o bolsonarismo. Alinhado com esse discurso, aliados de Flávio, como Sergio Moro (PL-PR), aproveitaram suas falas na sabatina para dizer que o governo não deveria ter direito de indicar ministros em ano eleitoral.

Fonte: Bnews / Foto: Jefferson Rudy

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