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A multa de R$ 1 milhão aplicada a Carlinhos Maia colocou Fernando de Noronha e as regras de proteção ambiental no centro do debate nas redes sociais. O influenciador foi autuado após divulgar um vídeo gravado durante um passeio de barco, no qual pessoas que o acompanhavam aparecem alimentando aves silvestres, prática proibida na área protegida.

A informação foi confirmada pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), que enquadrou o caso como infração ambiental por “exploração de imagens envolvendo animais silvestres em situação de abuso” na Área de Proteção Ambiental (APA) de Fernando de Noronha. Segundo o órgão, a ocorrência remete ao dia 4 de outubro de 2025.

De acordo com o comunicado, o valor da multa levou em conta a gravidade da infração, a relevância ambiental da área protegida e a ampla disseminação do conteúdo nas redes sociais. O alcance da publicação, feita para mais de 35 milhões de seguidores, também entrou na avaliação, assim como a renda do influenciador.

Multa em Noronha envolve vídeo com aves silvestres

O episódio aconteceu durante um passeio de barco em Fernando de Noronha. Segundo o relato divulgado, amigos de Carlinhos Maia deram alimento às aves que acompanhavam a embarcação. O influenciador filmou a cena e publicou o conteúdo em seu perfil.

Para o ICMBio, a divulgação desse material ampliou o alcance de uma conduta proibida em área ambientalmente sensível. Nesse ponto, a multa não se limita ao ato registrado nas imagens, mas também ao potencial de incentivar comportamentos semelhantes por meio das redes sociais.

Carlinhos Maia diz que vai recorrer da multa

Após a repercussão do caso, Carlinhos Maia afirmou que sua equipe trabalha para reverter a penalidade. “Um dos maiores absurdos que já vi na vida, aconteceu comigo, é algo tão fora da realidade que equipe está custando acreditar que algo assim é real e não uma pegadinha”, disse.

O influenciador também argumentou que não foi ele quem alimentou as aves. “Eu não alimentei, ok? Aceito a multa, não tem problema, mas a multa justa, como foi feita para as pessoas que alimentaram a gaivota. Estão me pedindo 1 milhão de reais porque eu fiz um Stories desse momento”, afirmou.

Em outra manifestação, ele relatou que o barqueiro alertou o grupo sobre a proibição e que apagou o conteúdo após o aviso. “O pessoal que estava comigo se empolgou e deu um pedaço de camarão a uma das aves. Eu apenas filmei e esqueci completamente que era sujeito a multa alimentar aves. (…) Aí nossa, apaguei os Stories na mesma hora”, declarou.

ICMBio e infração ambiental em Fernando de Noronha

O caso reforça a atenção sobre as regras de preservação em Fernando de Noronha, onde a interação com animais silvestres é cercada por restrições. Segundo o ICMBio, a proteção da fauna local exige controle rigoroso, sobretudo em uma área com relevância ambiental reconhecida.

Carlinhos Maia também criticou a atuação do órgão e afirmou que pretende levar a discussão à Justiça. “A gente processou de volta, porque isso é abuso de poder. (…) Eu apelo para a Justiça brasileira”, disse.

Ao comentar a ilha, o influenciador declarou que frequenta o destino há anos e afirmou que preferiria destinar o valor para necessidades locais. “Eu doaria o 1 milhão de reais para ajudar em coisas que a ilha precisa. Mas 1 milhão de reais para dizer que eu estou explorando a imagem de uma gaivota, meu amigo…”, afirmou.

Com a multa confirmada e a reação pública do influenciador, o caso deve seguir em discussão tanto no campo jurídico quanto no debate sobre responsabilidade digital e proteção ambiental.

Fonte: Bahia Notícias

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