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Graças à alta de preços de combustíveis, passagens aéreas e de alimentos, a inflação oficial no país subiu de 0,70% em fevereiro para 0,88% em março. A inflação mensal no país não chegava a esse patamar desde fevereiro do ano passado, quando ficou em 1,31%. Para um mês de março, esse foi o pior resultado desde 2022 (1,62% no mesmo período).

No ano de 2026, a inflação oficial brasileira acumula alta de 1,92% e, nos últimos 12 meses, de 4,14%, acima dos 3,81% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em março do ano passado, o IPCA foi de 0,56%.

Esses são alguns dos resultados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta sexta-feira (10) pelo IBGE. O IPCA é o indicador que registra a inflação oficial do país.

O grupo de transportes foi um dos principais responsáveis pelo aumento de 0,18% do índice de 0,7% fevereiro para este agora de 0,88% em março. A alta mais relevante foi a da gasolina (4,59%), com impacto de 0,23% na inflação do mês.

Outras altas ocorreram em passagem aérea (6,08%) e diesel (13,90%), embora com menos impacto, devido aos menores pesos desses subitens no índice geral.

Já em Alimentação e bebidas, os subitens Leite longa vida (11,74%) e Tomate (20,31%) tiveram as elevações de preços mais importantes. Juntos, esses cinco subitens foram responsáveis por 0,43 pontos percentuais do IPCA de março (0,88%).

De acordo com a avaliação do gerente da pesquisa do IPCA, Fernando Gonçalves, “em alguns subitens, especialmente nos combustíveis, já se sente o efeito das incertezas no cenário internacional”, afirmou, em referência ao impacto da guerra do Oriente Médio principalmente no preço dos combustíveis.

Os nove grupos de produtos e serviços pesquisados para a formatação da inflação oficial tiveram altas de preços em março. O líder foi Transportes, com alta de 1,64%, seguido por Alimentação e bebidas (1,56%). Juntos, os dois grupos respondem por 76% do IPCA de março. 

Para Fernando Gonçalves, “no grupo alimentação, em especial na alimentação em casa, a aceleração no nível de preços foi mais evidente, com a alta de 1,94%, a maior desde abril de 2022 (2,59%), combinando efeitos de redução de oferta de alguns produtos com altas do frete, em decorrência dos combustíveis mais caros”.

Entre as 16 localidades onde o IBGE coleta preços para o cálculo do IPCA, a maior variação ocorreu em Salvador (1,47%), influenciada pela alta da gasolina (17,37%) e das carnes (3,56%). O índice de março revelou um forte aumento em relação a fevereiro, quando a inflação na capital baiana havia ficado em 0,30%.

No ano, a inflação medida em Salvador ficou em 2,39%, acima da média nacional de 1,87%. Já no resultado dos últimos 12 meses, a cidade de Salvador aparece com índice de 3,62%, abaixo dos 3,77% obtidos para todo o país.

Fonte: Bahia Notícias / Foto: José Cruz

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