Uma organização criminosa especializada em estelionatos eletrônicos e fraudes virtuais é alvo da Operação Falsa Ordem, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia na manhã desta quarta-feira, 27.
A ofensiva ocorre simultaneamente em dez cidades dos estados de São Paulo e Rio Grande do Norte, com o cumprimento de mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva contra investigados envolvidos no esquema criminoso.
As investigações apontam que o grupo criminoso movimentou mais de R$ 4,2 milhões em operações financeiras ligadas às fraudes, revelando uma estrutura interestadual com atuação também no Rio de Janeiro, Paraná e Pernambuco.
A investigação também identificou um núcleo criminoso especializado em furtos de cartões bancários durante grandes eventos realizados nas capitais da Bahia, Pernambuco e Paraná.
Golpe do falso advogado
De acordo com a Polícia Civil, entre os principais golpes aplicados pela organização está o chamado “falso advogado”. Nesse tipo de crime, os suspeitos acessavam informações reais de processos judiciais e entravam em contato com vítimas se passando por advogados ou representantes de escritórios de advocacia.
Utilizando linguagem técnica, documentos legítimos, nomes verdadeiros e até fotografias, os criminosos convenciam as vítimas a realizar transferências bancárias sob alegações falsas, como liberação de valores judiciais, pagamento de custas processuais ou desbloqueio de alvarás.
Furto de cartões em shows
Além das fraudes virtuais, a investigação identificou um núcleo criminoso especializado em furtos de cartões bancários durante grandes eventos realizados nas capitais da Bahia, Pernambuco e Paraná.
Segundo as apurações, um dos integrantes do grupo se passava por vendedor ambulante e, no momento do pagamento, trocava discretamente o cartão da vítima por outro semelhante. Sem perceber a substituição, a vítima deixava o local enquanto os criminosos utilizavam o cartão furtado para realizar compras de equipamentos eletrônicos, incluindo videogames.
Os produtos adquiridos ilegalmente seriam revendidos em uma loja especializada em receptação no estado de São Paulo.
Operação Falsa Ordem
As investigações são conduzidas pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), por meio da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC). A polícia destaca que o grupo utilizava mecanismos sofisticados de fraude eletrônica e contava com integrantes responsáveis tanto pela execução dos golpes quanto pela movimentação financeira e sustentação operacional da quadrilha.
Segundo o delegado-geral adjunto de Operações, Jorge Figueiredo, a operação reforça o combate ao crime organizado que utiliza a tecnologia para atingir vítimas em diversos estados do país.
“A operação é resultado de um trabalho técnico, integrado e altamente qualificado de inteligência policial e investigação cibernética, desenvolvido pela Polícia Civil da Bahia diante do crescimento das fraudes eletrônicas”, afirmou o delegado.
As diligências seguem em andamento, com foco na apreensão de dispositivos eletrônicos e outros materiais que serão submetidos à perícia especializada. A expectativa é identificar novos envolvidos, aprofundar o rastreamento financeiro e ampliar a responsabilização criminal dos integrantes da organização.
Fonte: A Tarde

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