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A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu na segunda-feira, 11, a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por coação no curso do processo. Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ele é réu em uma ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF) sob acusação de tentar interferir no julgamento da trama golpista.

Segundo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, Eduardo teria atuado para pressionar autoridades brasileiras e buscar sanções internacionais contra ministros do STF e contra o próprio Brasil como forma de retaliação ao processo penal que condenou Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão.

"As condutas criminosas estruturaram-se em torno da ameaça de obtenção de sanções estrangeiras, significativamente graves, tanto para os ministros do Supremo como para o Brasil, algumas delas efetivamente aplicadas, após a mobilização de agentes norte-americanos com poder de impor gravames a cidadãos brasileiros", disse.

Próximos passos

Com a apresentação das alegações finais pela PGR, o ministro Alexandre de Moraes, que é o relator do caso, deu prazo de 15 dias para a defesa de Eduardo apresentar a última manifestação antes do julgamento do caso.

Sem advogado constituído no processo, ele é representado pela Defensoria Pública da União (DPU).

No mês passado, Eduardo faltou ao interrogatório marcado no STF. Como mora nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado, o depoimento seria realizado por videoconferência.

Fonte: A Tarde / Foto: Saul Loeb

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