A Polícia Civil apreendeu 64 relógios masculinos de alto valor em um imóvel ligado a um homem investigado por chefiar um grupo envolvido com o tráfico de drogas em Teixeira de Freitas, no extremo sul da Bahia.
A ação ocorreu na quinta-feira (6), durante a segunda fase da Operação Magnum, em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador.
Segundo a instituição, os relógios foram encontrados na casa onde o suspeito, de 40 anos, mora. Os itens estão avaliados em mais de R$ 22 mil. No imóvel, também foram apreendidas roupas de marcas conhecidas que ainda estavam com etiquetas.
As investigações começaram há cerca de um ano e resultaram no cumprimento de mandados de busca e apreensão em dois endereços, localizados nos bairros Ulisses Guimarães e Piaçaveira.
No segundo imóvel vinculado ao investigado, os policiais encontraram:
- 38 munições de calibre .40;
- 14 cartões bancários;
- três Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs);
- um documento de identidade profissional;
- dois documentos de habilitação com indícios de falsificação;
- um notebook;
- um pen drive.
De acordo com a Polícia Civil, todo o material será submetido à perícia.
Primeira fase da operação
A primeira etapa da Operação Magnum foi deflagrada em junho deste ano e terminou com a prisão de quatro pessoas em Teixeira de Freitas. Três delas eram investigadas por suposta participação em grupos criminosos envolvidos com tráfico de drogas e homicídios, enquanto uma quarta foi presa em flagrante por tráfico.
Segundo apuração, os investigados presos são o servidor público Cassiano Dias Brito, de 29 anos, a jornalista Verônica Silva Cardoso Gama, de 38 anos, e Rafael Nunes Di Lauro Dias, de 23 anos.
Na época, a Prefeitura de Teixeira de Freitas informou que Cassiano atuava na Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Em nota, a defesa dele afirmou que recebeu a inclusão do nome do servidor na operação "com surpresa", disse não ter tido acesso aos autos da investigação e informou que o cliente não havia sido ouvido durante o inquérito.
A defesa de Verônica Gama afirmou que busca esclarecer os motivos da prisão temporária e sustentou que a cliente é usuária de drogas, mas não tem participação nos crimes investigados.
Já os advogados de Cassiano Dias Brito e Rafael Nunes Di Lauro Dias informaram apenas que ambos prestaram depoimento.
Fonte: G1 / Foto: Reprodução

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