Após o Bahia vencer o Mirassol por 1 a 0, neste domingo (11), na Arena Fonte Nova, o técnico Rogério Ceni voltou a reconhecer as dificuldades da equipe para converter as oportunidades criadas em gols e avaliou que o Tricolor apresentou uma queda de rendimento no início do segundo tempo. Apesar do resultado positivo pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro, o treinador destacou que o time poderia ter ampliado a vantagem e evitado o risco de sofrer o empate nos minutos finais.
Em entrevista coletiva após a partida, Ceni negou que o excesso de passes antes das finalizações seja resultado de preciosismo dos jogadores. Para o comandante, a dificuldade está na tomada de decisão e na execução das jogadas, especialmente diante de oportunidades claras de gol.
É apenas, eu acho, um erro de escolha mesmo, de execução, escolha. Mas não é preciosismo, eu não vejo dessa maneira. Nós temos a dificuldade, nós já admitimos em outras entrevistas que a gente cria bastante, mas tem dificuldade em fazer os gols, afirmou.
O treinador também destacou a queda de rendimento do Bahia no início da segunda etapa, período em que o Mirassol conseguiu encontrar mais espaços e criar suas melhores oportunidades na partida. Ceni reconheceu que o momento exigiu ajustes para recuperar a consistência defensiva da equipe.
Esse começo do segundo tempo foi onde eles tiveram as melhores oportunidades. [...] Foi o pior momento do jogo nosso, avaliou.
Ajustes táticos
Ceni também explicou como as mudanças na formação do meio-campo influenciam o comportamento da equipe. Segundo o treinador, a presença de jogadores com características distintas altera o equilíbrio entre a construção das jogadas e a intensidade física, aspecto que considera importante para a competitividade do Bahia.
É um time que, sem o Everton, sem o Caio, ele nunca vai ter a mesma característica de posse de bola, construção que com os dois. Só que fisicamente a gente compete um pouco mais, explicou.
Fonte: Bahia Notícias / Foto: Gleidson Santana

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