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Uma mãe presenciou a morte do filho, de 23 anos, assassinado pelo próprio irmão, de 19 anos. Crime aconteceu em Maricá, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, na última terça-feira, 29, em frente ao portão de casa, no bairro Mumbuca.

De acordo com a polícia, Santhiago Monteiro atingiu Luiz Alex da Silva com um objeto perfurante e fugiu em seguida. Na última quarta-feira, 30, a Justiça expediu mandado de prisão temporária contra Santhiago Monteiro.

A mãe, Danielli Quintanilha, de 41 anos, relatou as dificuldades enfrentadas diante da dependência química dos filhos. Segundo ela, Luiz Alex também tentou deixar o vício. Danielli afirmou ainda a dificuldade de conseguir ajuda para salvar os filhos.

"Eu lutei com todas as minhas forças, com toda a garra, mas infelizmente eu perdi essa batalha. O meu filho lutou bastante contra o vício. Ele quis muito vencer a adicção. Infelizmente, não conseguiu", disse a mãe em entrevista à Inter TV, afiliada da rede globo no Rio de Janeiro.

A polícia ainda apura o que teria motivado o ataque, mas Danielli acredita que o crime tenha ocorrido após uma discussão motivada por ciúmes. Apesar da situação vivida pela família, ela decidiu compartilhar a própria experiência para alertar os desafios enfrentados por quem convive com a dependência química dentro de casa.

"Que eu fique como exemplo, um exemplo triste, para que outras pessoas não passem por essas coisas que eu estou passando. E que as pessoas entendam que a adicção, o crack, é uma doença, porque o meu filho lutou. Ele sofreu para tentar sair dessa situação", reforçou a mãe.

A dependência química também é acompanhada pelo preconceito, que, segundo Danielli, dificulta ainda mais a busca por ajuda para os filhos.

"Eu queria fazer um alerta da dificuldade, da falta de apoio que nós, mães de adictos, temos. Todas as portas se fecham, até mesmo por conta do preconceito. Veem a pessoa da pior forma possível, não conseguem enxergá-lo como doença", completou.

Filho havia deixado clínica de reabilitação

Luiz Alex estava internado em uma clínica de reabilitação em Itaboraí, mas deixou a instituição na segunda-feira, 28, de acordo com a mãe.

Em entrevista ao g1, Danielli contou que falou com os filhos na manhã desta terça-feira. Pouco tempo depois de sair de casa, ela ouviu uma confusão e pedidos de socorro. Ao retornar, encontrou Luiz Alex ferido no portão de casa, onde ele morreu.

Até a última atualização da reportagem, Santhiago, apontado como suspeito do crime, ainda não havia sido localizado.

Fonte: G1


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