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Prefeitura de Jacobina emite nota de repúdio sobre caso de estupro em boate

A Prefeitura de Jacobina, através do Conselho Municipal de Direitos das Mulheres, repudiou, em nota divulgada na noite desta quarta-feira (3), o ato do suposto estupro contra uma jovem bonfinense ocorrido em uma boate de Jacobina na madrugada do dia 31/12/2017.



A nota destaca que "não se pode tentar justificar o injustificável" e que a mulher quando é vítima de violência, todas também acabam sendo atingidas. Confira abaixo a íntegra da nota de repúdio da Prefeitura de Jacobina.



NOTA DE REPÚDIO


O Conselho Municipal de Direito das Mulheres, juntamente com o Centro de Referência de Atendimento à Mulher Mariene Soares em Jacobina, vem a público REPUDIAR de forma veemente o ato de crueldade, que teria ocorrido com uma jovem bonfinense no município de Jacobina, no qual a vítima relata que foi estuprada na madrugada do último dia 31 de dezembro. O crime praticado não feriu apenas fisicamente a vítima, mas a sua dignidade, o que é irreparável. Não se pode, portanto, sob qualquer hipótese, tentar justificar o injustificável ou aceitar qualquer discurso que culpabilize a mulher em situação de violência.


O Conselho Municipal de Direito das Mulheres e os CRAMMS registram sua preocupação com o reiterado desrespeito aos Direitos Humanos das Mulheres e fará o acompanhamento, como prática dos órgãos nos demais casos que chegaram ao nosso conhecimento, para que não caiam na impunidade e não abram precedentes para novos índices. O crime de estupro não fere somente uma mulher, mas todas as mulheres, que sofrem tantos abusos diuturnamente. A cultura do estupro é real e presente na sociedade brasileira e, por isso, reforçamos a importância em combatê-la em todos os momentos, principalmente no cotidiano, nas violências veladas, como piadas machistas, vulgarização e coisificação da mulher na mídia, e nos assédios sofridos nas ruas e transportes públicos.


Para nós, a prática de estupro não pode ser justificada sob qualquer ótica, ela deve ser punida de forma rigorosa e ainda assim homens e mulheres devem encarar o estupro como crime hediondo.


Por fim, solidarizamo-nos com essa jovem mulher com seus familiares. (Fonte: CRAM - Jacobina - Bahia)


Redação Jacobina Notícias

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