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Quadrigêmeos de Riachão do Jacuípe têm alta em Salvador; pais gastam até 960 fraldas por mês


Após um mês e 11 dias, os quadrigêmios da moradora da cidade de Riachão do Jacuípe, a cerca de 200 km de Salvador, que nasceram após uma gestação natural, sem fertilização, receberam alta nesta sexta-feira (9). 

A gestação de quatro gêmeos de maneira natural é rara e só costuma acontecer em uma mulher a cada 600 mil. Os bebês Elias, Maria Eduarda, Maria Eloisa e Maria Elena, que nasceram prematuros, estavam na Maternidade José Maria Magalhães Neto, no bairro do Pau Miudo, na capital baiana. A mãe é a agente de endemias Eliomária Gomes. O pai é um caminhoneiro, que não teve nome divulgado. Na saída da maternidade, a família foi aplaudida por funcionários da unidade de saúde.


Os pais chegam a gastar 960 fraldas por mês com as crianças. Eles receberam muitas doações de pessoas que ficaram sensibilizadas com os custos da família.
Na mesma maternidadee na mesma semana em que os quadrigêmios nasceram, outra mulher deu à luz trigêmios, também gerados naturalmente. Os nomes das crianças são Adrian, Adriel e Anderson, que nasceram no dia 21 de fevereiro.

Quadrigêmeos

Os quadrigêmeos da família de Riachão do Jacuípe nasceram no dia 26 de janeiro. O parto e o pré-natal foram feitos na Maternidade José Maria Magalhães Neto porque, em caso de quadrigêmeos, são necessários cuidados rigorosos.

Os pais das crianças contaram com ajuda da comunidade do município Riachão do Jacuípe para arcar com os custos quadriplicados da gestação.

“Fizeram rifa, doaram fraldas, berço. Por mais que a gente tenha comprado, mas eram quatro, né? Foi um milagre desde o início, um amor incondicional de pessoas que eu nem conhecia, e vieram ajudar com doações. No momento, eu só tenho que agradecer imensamente”, contou a mãe das crianças.

Eliomária já tinha um filho de 9 anos e diz que a família foi surpreendida com o caso de quadrigêmeos, que não foi planejado. “Sem acreditar. Na nossa família, nem na do meu esposo, têm gêmeos, então no início foi um susto, mas milagre a gente aceita e pronto”, considera.

Ela conta que só pode trabalhar até o início da gestação. “Eu trabalhei até os 4 meses e, dos 4 meses em diante, já começou um repouso mais absoluto, porque poderia ter dado um deslocamento de placenta. A gente sabia que ia ser prematuro, mas caso eu fizesse algo, poderia vir prematuro extremo”, conta.

Na gestação, só haviam três placentas, porque duas das crianças são gêmeas univitelinas e idênticas, ou seja, ficaram em uma placenta só. Foi necessária uma grande equipe na chegada dos bebês: três obstetras, quatro hematologistas, quatro enfermeiros e um anestesista trabalalharam durante o parto. A menor foi Maria Eduarda, que nasceu com 1 kg e 15 gramas e 40 centímetros de altura. O maior bebê foi Elias, com 1 kg e 600 gramas e 43 centímetros.

Fonte: G1 Bahia

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