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Pai e madrasta são condenados a mais de 30 anos pela morte de Bernardo


O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri condenou nesta sexta-feira (15) os quatro acusados pela morte do menino Bernardo Uglione Boldrini, em abril de 2014. Após cerca de 50 horas de julgamento popular, em cinco dias, a sentença foi proferida pela juíza Sucilene Engler Werle por volta das 19h no Foro de Três Passos, no Noroeste do Rio Grande do Sul.

Ao ouvirem o veredito, seguido das penas, os réus não esboçaram reação. Na plateia, estavam os irmãos de Leandro Boldrini. O mais velho balançava a cabeça em sinal de negação. Minutos após o resultado ser divulgado, Edelvânia puxou um abraço entre irmãos. Separados por uma mesa, ela estendeu os braços em direção a Evandro, que retribuiu.

Cabe recurso. Os quatro já estavam presos e retornaram às penitenciárias após o julgamento. Dezenas de pessoas da comunidade aguardavam a saída dos condenados em frente ao Fórum. Aos gritos de "assassinos, assassinos", a população assistiu de perto aos carros da Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe) deixando o local.

Muitos, inclusive, pediram para tirar fotos ao lado dos promotores do Ministério Público ao fim do julgamento.

Veja as penas

✓ Graciele Ugulini, madrasta de Bernardo, teve a pena mais alta: 34 anos e sete meses de reclusão em regime inicialmente fechado, por homicídio quadruplamente qualificado e ocultação de cadáver. ✓ Ela não poderá recorrer em liberdade.
✓ Leandro Boldrini, pai da criança, recebeu 33 anos e oito meses de prisão por homicídio doloso quadruplamente qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica.
✓ Edelvânia Wirganovicz, amiga de Graciele, foi condenada a 22 anos e 10 meses por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.
✓ Evandro Wirganovicz, irmão de Edelvânia, pegou nove anos e seis meses em regime semiaberto por homicídio simples e ocultação de cadáver.


O caso

Bernardo desapareceu no dia 4 de abril de 2014. O corpo foi encontrado no dia 14, enterrado em um matagal, em Frederico Westphalen, a 80 quilômetros de Três Passos. A polícia prendeu a madrasta, Graciele Ugulini, o pai de Bernardo Leandro Boldrini, a assistente social Edelvânia Wirganovicz e o irmão de Edelvânia, Evandro Wirganovicz, como suspeitos do crime. 

A investigação apurou que o garoto era rejeitado pela madrasta, sofria com o descaso do pai e havia pedido à Justiça para morar com outra família. Por acordo proposto pelo pai e aceito por Bernardo no início daquele ano, haveria uma tentativa de reaproximação familiar. Foi nesse período que o menino foi assassinado. 


G1