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Atriz fala de sua cena final em Game of Thrones: 'Chorei por 2 horas'


Apesar de não aparecer em cena tanto quanto os fãs gostariam, Brienne de Tarth, tornou-se uma das personagens mais queridas de 'Game of Thrones'. Corajosa, forte e leal, ela jurou defender as irmãs Stark e seria capaz de dar a vida por isso.

Gwendoline Christie, a atriz que interpreta Brienne, conta que se despedir da personagem não foi tarefa fácil. “Eu chorei por duas horas. Todo mundo me olhava porque eu estava tirando o figurino e a maquiagem, desfazendo o cabelo, e continuava chorando. As pessoas diziam: ‘Ela ainda está chorando, não parou'”.

Será que o final de Brienne será trágico? É lógico que a atriz não deu spoliers, mas disse que a personagem se mostrará apreensiva em relação à batalha com os Caminhantes Brancos. “Eu acho que ela está realmente aceitando a possibilidade de morrer na batalha”. Para com isso, amiga, assim o nosso coração não dá conta!

Gwendoline também falou sobre o impacto da personagem em sua vida pessoal e mostra que o legado de Brienne vai muito além do fato de que agora a atriz é reconhecida nas ruas. “Passei a pensar mais profundamente nas mulheres na sociedade. Isso vai continuar comigo, vai continuar crescendo”.

Confira a entrevista completa

Como a última temporada de “Game of Thrones” começa para a sua personagem?

Ela está em Winterfell, com o Podrick. Ela é extremamente protetora com a Sansa e defende a posição da Sansa. Ela ouviu falar da Daenerys, só que não tem nenhuma experiência com ela, mas o seu juramento foi proteger as garotas da família Stark, então a atenção dela está concentrada nisso.

O que ela espera da próxima batalha com o exército dos mortos-vivos?

Eu acho que ela está realmente aceitando a possibilidade de morrer na batalha. A Brienne sempre esteve a serviço do bem maior e eu acho que ela vê isso como o apogeu da vida dela. Ela se esforçou para isso. Embora ela sempre tenha sido altruísta e sempre tenha lutado pelo que é bom, embora fique feliz se sacrificando pelos outros, agora surge um sentimento humano de medo.

Como você se sentiu na última vez que tirou a armadura e disse adeus à personagem?

Eu estava muito ligada a essa personagem: ela teve um enorme significado na minha vida, não só profissional, mas pessoal também, em termos de abrir mão de qualquer vaidade que todos nós temos. Isso me deu muita segurança para aceitar quem eu sou e para aceitar coisas sobre as quais eu não tenho controle, que nos formam como seres humanos. A sociedade começou a mudar. Com a expansão da internet as pessoas estão dizendo: “Esta é a minha voz e eu quero me ver representado no entretenimento”. Não existe nada tão poderoso quanto uma boa história, e as pessoas querem poder ver algo delas refletido para se sentirem fundamentadas nas suas vidas.

Então eu fui me preparando para o fim durante algum tempo. É claro que na manhã do último dia eu me disse que estava tudo bem, mas não estava. Eu chorei por duas horas. Todo mundo me olhava porque eu estava tirando o figurino e a maquiagem, desfazendo o cabelo, e continuava chorando. As pessoas diziam: “Ela ainda está chorando, não parou”. Eu achei que era importante colocar essa dor para fora. Mas o que realmente me impressionou foi como tudo isso revolucionou a maneira como eu me vejo e como eu vejo que o mundo pode ser. Passei a pensar mais profundamente nas mulheres na sociedade. Isso vai continuar comigo, vai continuar crescendo.


Em que momento você se deu conta de que a série tinha deixado de ser só muito popular e passado a ser uma coisa maior?

Na terceira temporada. Eu conhecia os livros e o terceiro é sensacional. É fascinante, emocionante, cheio de ação e estruturalmente também é surpreendente. Os roteiros são muito bons nessa temporada. Eu me lembro de ter pensado: “Eu acho que esta série pode nos tornar muito populares”. Só que eu não esperava pela explosão que foi. Mas aí você pensa, porque todo mundo diz que as séries de televisão sempre fazem sucesso, depois estacionam e depois decaem. Mas esta série foi ficando maior a cada ano. E eu me dei conta de que isso estava afetando todos os aspectos da minha vida, e que a minha vida pública tinha mudado radicalmente. Tudo estava sob o meu controle, mas ao mesmo tempo você sabe que faz parte de uma coisa extraordinária. Pode ser surpreendente, mas você sabe que está tendo muita sorte e que a questão é saber navegar nisso.

Na prática, que habilidades você adquiriu com “Game of Thrones”?

Foi um papel fisicamente muito exigente, além de qualquer limite que eu pudesse imaginar. Curiosamente, eu pensei que fosse deixar isso de lado depois, como normalmente faço. Mas eu não consigo. Eu incorporei o boxe à minha rotina. Eu faço exercícios com um personal trainer cinco vezes por semana e estou experimentando outras modalidades. Eu acho que o próximo passo será fazer artes marciais. Estávamos conversando sobre isso. É que depois de ter trabalhado tantas coisas fisicamente, agora eu quero explorar mais. Eu aprendi que o corpo é uma ferramenta incrível. Eu sempre quero que o meu intelecto seja testado e este trabalho me deu uma sede insaciável de enfrentar desafios. Eu adoro ir além dos meus pequenos limites!

Quais foram os momentos mais divertidos de todas as temporadas?

Eu era quase chata de tão séria no set. Mas foi porque eu tive uma formação muito rigorosa no Drama Centre London, onde eu estudei. “Vocês estão aqui para trabalhar”, diziam. Fora isso, o elenco era realmente muito divertido. Eu tive verdadeiros acessos de riso com muitos deles. Trabalhar com o Nikolaj [Coster-Waldau] era realmente insano. Gente como o Liam Cunningham, que me fez literalmente chorar de tanto rir, e o Kit Harington – temos que incluir o humor na sua interminável lista de qualidades. O Alfie Allen é realmente hilário. Eles e toda a equipe me fizeram rir mesmo em situações difíceis no set. Nunca vou esquecê-los.


Fonte: MdeMulher