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Criança morre após ser atingida por bala perdida na frente da mãe em Feira de Santana


Um menino de 10 anos morreu após ser atingido por uma bala perdida na frente da mãe dele, dentro do condomínio onde morava, na cidade de Feira de Santana, a cerca de 100 km de Salvador.

Segundo a polícia, dois homens invadiram o local a procura de um rapaz, que não teve o nome divulgado, e efetuaram disparos. No momento, um dos tiros atingiu o o menino, que não tinha nada a ver com a história.

"Ele estava em casa e aí eu liguei para o celular dele, para ele me trazer uma negócio, de um bloco para outro [do condomínio]. E aí, quando ele estava saindo do bloco... eu estava observando ele vindo... quando estava se aproximando de mim, passou um cara correndo e o outro veio atirando. Deu vários disparos. Um deles pegou no meu filho", contou a mãe do garoto, Dayane Bárbara Aparecida.

O crime aconteceu na noite do último domingo (4). O menino, identificado como Luciano Gonçalves Silva Santos, chegou a ser levado para um hospital, mas não resistiu e foi a óbito na segunda-feira (5) pela manhã. Luciano foi enterrado nesta terça-feira (6).

O caso está sob investigação da Polícia Civil. Enquanto as respostas não aparecem, a família pede justiça.

Amigos e familiares fizeram uma manifestação contra o crime e contra a violência no condomínio. Eles tocaram fogo em pneus, pedaços de papelão e galhos de árvore, fechando um dos lados da Avenida Ayrton Sena, na cidade.

"Cobrar por justiça e segurança naquele condomínio, porque já teve outros tiroteios lá dentro. [Em outra ocasião] eu estava com minha menina vindo do mercado e a gente se escondeu debaixo de um caminhão para se proteger", disse Dayane.

"A gente quer justiça. Justiça mesmo. Que esse camarada seja preso, para ele pagar pelo que ele fez com meu neto tão inocente", disse a avó da criança, Luzia Arcanjo.

Em contato com a reportagem, a Polícia Militar informou que tem intensificado a segurança no condomínio onde ocorreu o crime, e disse também que um suspeito já foi identificado e que está trabalhando com a polícia civil para prendê-lo.