Polícia suspende processo de expulsão de coronel preso por pedofilia


O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro suspendeu, no último dia 19, o processo de expulsão do coronel reformado da PM Pedro Chavarry Duarte, condenado por ter estuprado uma menina de 2 anos em 2016. As informações são do jornal Extra.

Os desembargadores da 5ª Câmara Criminal decidiram aguardar o resultado definitivo de um recurso de apelação no qual Chavarry recorre da condenação. Ele continua integrando os quadros da PM e recebendo salário. Em setembro, ele ganhou R$ 34.614,16 brutos, de acordo com o Rio Previdência.

Em maio de 2017, Chavarry foi condenado a 11 anos de prisão pelos crimes de estupro de vulnerável e corrupção ativa, pois além de ter abusado da criança, tentou subornar policias militares que o prenderam em flagrante. Ele foi flagrado com uma menina de dois anos, nua, dentro de seu carro.

Ainda de acordo com informações do Extra, Chavarry enfrenta um novo processo. O oficial é acusado de envolvimento com um grupo de pedófilos. Segundo a investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro, homens usavam duas casas na Zona Norte da cidade para abusar sexualmente de uma criança e de um adolescente, que são irmãos. Ao todo, 11 acusados foram denunciados por estupro de vulnerável em junho deste ano pelo Ministério Público e já são réus em um processo na Justiça.

As investigações começaram depois que um parente das vítimas procurou a delegacia. A criança reconheceu Chavarry quando ele foi preso, em setembro de 2016, e acabou admitindo que já havia sido estuprada pelo policial. A partir daí, a vítima admitiu o envolvimento de seu pai e de seu avô, acusados não só de estuprá-la, mas também de receber pagamentos de outros homens para realizar violência sexual com ela e seu irmão. Os abusos teriam acontecido ao menos entre 2016 e 2019.

Segundo a investigação, os abusos cometidos por Pedro Chavarry aconteceram antes de sua primeira prisão. Dos 11 réus, nove estão presos e dois, foragidos.