Os dois jovens que foram encontrados mortos na noite de sexta-feira (22/4), após sofrerem afogamento na praia da Ribeira, em Salvador, não sabiam nadar. A informação foi confirmada pelo Corpo de Bombeiros, que realizou buscas às vítimas juntamente com populares.

Os rapazes foram identificados como Cauã Santana de Carvalho e Caíque Xavier Bipos, ambos com 15 anos de idade. Eles moravam no bairro de Pernambués e teriam dito aos pais que iriam até a Ribeira visitar um amigo e tomar banho de piscina na casa dele, segundo o major Luciano Alves, comandante Grupamento Marítimo dos Bombeiros.

Conforme relato de pessoas que trabalham em barracas à beira mar, por volta das 17h, os dois adolescentes jogavam futebol na areia, na companhia de um amigo, e depois da partida os três entraram na água para tomar banho, quando se afogaram. Somente um deles foi salvo por banhistas.

Testemunhas disseram, ainda, que o mar estava aparentemente tranquilo, e que o trio não estava em uma área funda, mas caiu em um buraco, conhecido por quem costuma frequentar a região. Além disso, conforme o major, nenhum dos três nadava.

Os trabalhos de busca e resgate duraram cerca de três horas e se estendeu até à noite, o que complicou o trabalho das equipes, pela falta de visibilidade. Além disso de acordo com o militar "a geografia do local atrapalhou, porque tem muita lama, é perto área de mangue, e tem muitas algas".

Na manhã deste sábado (23), os corpos dos dois jovens segue no Departamento de Polícia Técnica, para procedimentos burocráticos, e até o momento não há detalhes sobre os sepultamentos.

Alerta

De acordo com o Grupamento Marítimo do Corpo de Bombeiros, mesmo sendo um dia com chuva moderada, Salvador registrou quatro afogamentos na sexta-feira (22), com duas vítimas fatais: Cauã e Caíque. O banho de mar não é recomendado em períodos chuvosos, por diversos fatores.


Na capital, os meses de abril e maio costumam ter maior índice pluviométrico, ao longo do ano, e as praias consideradas mais perigosas pelos órgãos são Jaguaribe, Piatã e Itapuã.

Alysson Carvalho, coordenador da Salvamar, vinculado à prefeitura municipal, explica que, desde o último dia 13, houve mudança na força das marés e na altura das ondas, tornando o mar mais perigoso e as correntes mais acentuadas. A força dos ventos também interfere nesse cenário.

Além disso, o aumento do volume de água na cabeceira dos rios resulta em mais deságue no mar, causando baixa visibilidade e dificultando a visualização de pedras ou outros materiais que possam trazer risco às pessoas.

Também é importante evitar entrar na água do mar durante a chuva, pois há grandes possibilidades de descargas elétricas, através de raios, caírem na água do mar, e o ideal, nessa situação, é procurar um abrigo fora dessa área.

Outras recomendações:

  • Ao chegar à praia, procure um posto com salva-vidas para se orientar sobre o melhor lugar para tomar banho, os locais mais perigosos e onde estão as correntes de retorno;
  • Mantenha o olhar fixo nas crianças, que devem estar sempre acompanhadas de perto por um adulto e não devem ir sozinhas ao mar;
  • Evite o consumo excessivo de bebidas alcoólicas ou comidas "pesadas";
  • Ao entrar em uma corrente de retorno, nade paralelo à praia até que saia da corrente e nunca contra a correnteza, pois há a possibilidade de cansaço e, com isso, pode ocorrer o afogamento;
  • Tenha cuidado com as boias, pois objetos flutuantes são levados mais facilmente pela correnteza, por isso, no mar, não se deve apostar nesses equipamentos;
  • Observe a sinalização na orla (bandeira vermelha representa mar muito agitado e indica a impossibilidade de mergulho no trecho demarcado, devido ao risco elevado de afogamento/ bandeira amarela simboliza que o banho no local está permitido, desde que o banhista tenha noções de nado e respeite as orientações dadas pelos salva-vidas/ bandeira verde indica que o local é apropriado para banho, sem restrições).

Em caso de emergência, além do contato direto com os profissionais que atuam na orla da capital baiana, o Salvamar pode ser acionado através do número (71) 3363-5333. Já nas demais praias fora do trecho Jardim de Alah-Ipitanga, o contato deverá ser feito com o Grupamento Marítimo (Gmar), do Corpo de Bombeiros, no número 193.

Fonte: g1 / Fotos: TV Bahia

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