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As primeiras três vítimas da batida entre uma minivan e uma caminhonete que terminou com 11 mortos, no sábado (27), na BR-101, foram enterradas na manhã deste domingo (28), no cemitério do distrito de Itabatã, na cidade de Mucuri, no sul da Bahia.

As despedidas de Eunice Oliveira Santos, de 38 anos, Maria Alice Oliveira de Jesus, de 9 anos, e Aurora Santos Gomes, de 9 meses, contaram com as presenças de familiares, amigos e vizinhos, e foram marcadas por muita comoção.

Apenas os corpos delas foram liberados pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT) até a manhã deste domingo. A maioria ficou carbonizada após os dois veículos pegarem fogo.

Aurora é filha de Felipe Pereira Gomes e Débora Santos Neves, e irmã de Laura Santos Gomes, que também morreram no acidente.

Já Eunice Oliveira também viajava com duas irmãs, Flávia Oliveira Santos e Ivonice Oliveira Santos. Maria Alice era filha de Flávia.

Tragédia deixou 11 mortos

A colisão frontal ocorreu no trecho da cidade de Mucuri, no extremo sul da Bahia. Entre as vítimas estão crianças e idosos, membros de duas famílias.

Com o acidente, 10 pessoas morreram ainda no local. A décima primeira chegou a ser levada para um hospital no Espírito Santo, mas não resistiu aos ferimentos.

Confira abaixo o que se sabe sobre o acidente:

Como ocorreu a batida?

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a colisão ocorreu após a minivan invadir a contramão. O veículo seguia no sentido Vitória (ES), com oito ocupantes, e se chocou de frente com a caminhonete S10, que seguia no sentido Teixeira de Freitas (BA), com as outras três pessoas.

O acidente foi registrado por volta de 8h50, no km 953 da BR-101. Esse trecho fica a apenas quatro quilômetros da divisa entre Bahia e Espírito Santo.

Com o impacto da batida, os dois veículos pegaram fogo. Isso fez com que oito das 11 vítimas tivesse o corpo carbonizado.

Ao chegar no local, a PRF constatou 10 mortos. A 11ª vítima foi levada em estado grave para um hospital no estado vizinho, onde chegou a receber atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos.

Em meio a isso, a pista precisou ser totalmente interditada, mas foi liberada por volta de 13h40.

Quem eram as vítimas?

Os 11 mortos na colisão eram membros de duas famílias. Os ocupantes da caminhonete eram:

  • Olívio Salezze, de 90 anos;
  • Irene Salezze, 87, esposa dele;
  • Augusto Salezze Netto, 69, filho do casal.

De acordo com a PRF, os três eram naturais de Linhares, cidade no norte do Espírito Santo. O g1 ES apurou que Augusto estava levando os pais para Teixeira de Freitas, no extremo sul da Bahia.

Já as oito pessoas na minivan moravam no distrito de Itabatã, em Mucuri, conforme divulgado pela prefeitura da cidade. A reportagem que o grupo seguia com destino à praia Costa Dourada, no litoral sul do município, onde pretendia curtir o Réveillon.

Veja quem eram as vítimas baianas:

  • Flávia Oliveira Santos.
  • Maria Alice, filha de Flávia. Ela foi socorrida, mas morreu no hospital.
  • Laura Santos Gomes, filha de Felipe e Débora
  • Aurora Santos Gomes, de nove meses, filha de Felipe e Débora
  • Felipe Pereira Gomes, marido de Débora e pai de Aurora e Laura
  • Débora Santos Neves, esposa de Felipe e mãe de Aurora e Laura
  • Eunice Oliveira Santos, de 49 anos, irmã de Flávia e Ivonice
  • Ivonice Oliveira Santos, irmã de Flávia e Eunice

Liberação dos corpos

O Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Teixeira de Freitas, para onde 10 dos 11 corpos foram levados, já iniciou o processo de identificação formal das vítimas. De acordo com o órgão, os corpos de Eunice Oliveira Santos e da bebê Aurora Santos Gomes foram liberados ainda na noite de sábado, pois não foram carbonizados.

Os demais devem passar por exames mais específicos, como o DNA, antes que seja feita a liberação.

A 11ª vítima era Maria Alice Santos de Jesus, criança cuja idade não foi especificada. Ela foi a 11ª vítima, que veio a óbito no hospital.

Diante disso, ainda não há informação sobre velório e sepultamento das vítimas.

Investigação do acidente

A ocorrência é acompanhada pela Polícia Civil e pela Polícia Rodoviária Feral. Até a publicação desta reportagem, não foram apontadas causas para o acidente.

Em entrevista o inspetor Marcelo Batista, da PRF, disse que não é possível cravar as responsabilidades antes da conclusão da perícia.

Pode ter sido uma ultrapassagem, pode ter sido a falta de atenção falando ao celular, pode ter sido um pneu que estourou ou um problema mecânico que jogou [a minivan] para o lado contrário da mão da direção, ponderou as possibilidades.

Apesar disso, ele reforçou que as marcas no local indicam que a minivan realmente invadiu a mão contrária.

Fonte: G1 /  Foto: Alisson Andrade


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