Um homem suspeito de matar o cobrador de ônibus e motorista por aplicativo Adailton Oliva Pereira, de 49 anos, foi preso, nesta segunda-feira (12), na cidade de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). Com ele, segundo a Polícia Civil (PC), foi encontrado o celular da vítima.
Adailton foi encontrado morto em Camaçari, na mesma região, no dia 31 de outubro do ano passado, 48 horas após ser dado como desaparecido.
Conforme a PC, as investigações apontam que um grupo criminoso atuante nos municípios de Lauro de Freitas e Camaçari foi responsável pelo crime. Os integrantes são investigados por agiotagem, extorsão, tráfico de drogas e homicídios.
No dia 26 de dezembro, outro suspeito havia sido preso por militares, em Salvador. Além de ter tido um mandado de prisão temporária cumprido pelo homicídio, o homem foi autuado por tráfico de drogas, porque foram encontradas com ele porções de maconha, crack, cocaína e drogas sintéticas.
Já o suspeito capturado nesta segunda-feira teve apenas o mandado cumprido. Ele segue custodiado à disposição da Justiça. Segundo a polícia, as investigações continuam em andamento para identificar outros possíveis envolvidos.
Relembre o crime
Segundo informou a Polícia Civil (PC), o corpo de Adailton Oliva Pereira foi localizado após boiar no Rio Joanes. Já o carro dele, que também havia sumido no dia 29 de outubro, foi abandonado em Simões Filho.
A polícia detalhou que a vítima tinha marcas de tiros no corpo. O sepultamento foi realizado na tarde deste sábado (1º), no município de Candeias, também na RMS.
Após a cerimônia, amigos e familiares protestaram no bairro onde o cobrador de ônibus morava. Eles fizeram uma oração, pedindo justiça e agilidade na investigação.
Ter matado, assassinado de uma forma tão cruel, tão perversa... poderia ter levado só o carro, ter tirado só o dinheiro ou a roupa, se quisesse, mas deixasse com vida. Eu quero que a Justiça, que a polícia, persigam esses caras. Clamamos por justiça, disse Moacir Oliva, irmão de Adailton, em entrevista.
Na época, familiares contaram à emissora que pelo menos quatro saques foram feitos na conta da vítima. O caso segue sob investigação pela Delegacia de Homicídios de Camaçari.
Fonte: G1 / Foto: Reprodução

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