A mãe do adolescente acusado pelo assassinato do cão comunitário Orelha, ocorrido em janeiro, na Praia Brava, em Florianópolis, defendeu o filho sobre as contradições no depoimento. Segundo a mulher, o suspeito estaria confuso ao dar o relato, devido ao tempo demorado entre o crime e a apresentação na delegacia.
Um menino de 15 anos, depois de 30 dias, tem que fazer todo o passo a passo que ele fez. Ele simplesmente esqueceu e, inclusive, se confundiu, disse em entrevista ao programa Domingo Espetacular, da Record.
De acordo com a mulher, o filho não agrediu o cachorro. Além disso, ela nega que a família pretendesse enviá-lo para fora do país e tivesse tentado esconder provas durante o depoimento.
A defesa acontece porque investigadores apontam que o jovem teria retirado um boné, que pode ser relevante para o caso, e entregado para ela, que o guardou na bolsa.
Fomos levados a uma sala com sete autoridades. Ele continuava com o boné, e eu pedi que o retirasse por respeito às autoridades, declarou.
Além disso, os investigadores analisam um moletom preto encontrado na mala do adolescente, que a mãe afirma ter sido comprado nos Estados Unidos. Apesar da afirmação, a polícia afirma sustenta que o acusado usava uma roupa semelhante no dia do crime.
Linha de investigação
Câmeras de segurança flagraram o cão Orelha saindo do abrigo por volta das 5h18, do dia 4 de janeiro, acompanhado por outra cadela, em direção à praia. Sete minutos depois, dois adolescentes descem para a faixa de areia por um acesso de condomínio, vestindo boné e moletom escuro.
Não há imagens do ataque, mas a investigação aponta que teria ocorrido por volta das 5h30. O acusado aparece nas imagens novamente às 5h58, com uma amiga.
Às 6h32, Orelha é visto caminhando com dificuldade e depois se deitando no gramado de um condomínio, onde permaneceu até pouco depois das 7h.
Os policiais estudam o vídeo a fim de solucionar o caso.
Fonte: A Tarde / Foto: Reprodução

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