Um estudante foi agredido por três colegas dentro da Escola Municipal Tancredo Neves, no distrito de Jauá, em Camaçari, cidade que fica na Região Metropolitana de Salvador.
O caso aconteceu no dia 19 de fevereiro deste ano e foi denunciado na sexta-feira (20), na 26ª Delegacia Territorial (DT/Vila de Abrantes). Segundo informações iniciais, a vítima, que tem 11 anos, chegou a desmaiar após as agressões e precisou levar 21 pontos nas regiões da boca e do supercílio.
De acordo com apuração da reportagem, os colegas da vítima têm idades entre 12 e 13 anos.
Nas redes sociais, a família do menino publicou imagens que mostram diversos hematomas no corpo da criança e ferimentos no rosto. Também é possível observar que o chão da escola estava sujo de sangue.
Em entrevista o pai da vítima, cujo nome a reportagem decidiu preservar com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), relatou que o menino tem apresentado dificuldades para dormir e não quer sair de casa.
Ele se queixa de muitas dores no olho, lugar onde ele tomou o chute. Não enxerga direito. Estamos esperando desinchar para saber o que aconteceu e o pior é o trauma, contou.
O homem afirmou ainda que após as agressões, a vice-diretora da escola tentou estancar o sangue do rosto do menino e pediu para que ele não desse muitos detalhes sobre o que aconteceu para a família.
Ainda conforme o pai da criança, o menino começou a estudar na unidade há duas semanas e tinha avisado que era perseguido por alguns colegas.
Como pai protetor, mas que queria que ele se socializasse, dizia para ele ficar calmo, não mendigar por amizade, porque ele é diferente e tudo ia dar certo. Esses garotos já vinham perseguindo ele, tomavam merenda, falavam coisas que ele sentia dificuldade de me contar, relatou o homem.
Em nota, a Secretaria da Educação de Camaçari informou que esteve na escola, com a presença da assessoria jurídica e dos guardiões escolares, e realizou o acolhimento de todos os envolvidos. Disse ainda que formalizou uma ata com o registro do caso e adotou as seguintes medidas de mediação de conflitos e prevenção da violência:
- Acompanhamento jurídico e à família, com suporte no deslocamento até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para realização dos exames, com acompanhamento integral durante o atendimento;
- Atuação dos guardiões escolares, que realizaram o acompanhamento do caso e darão seguimento aos procedimentos necessários, incluindo o registro na delegacia, com o apoio à família;
- Acompanhamento da equipe territorial e jurídica, em articulação com a gestão escolar, para monitoramento e condução do caso, incluindo a comunicação ao conselho tutelar;
- Ações preventivas nas escolas com a realização, a partir de terça-feira (24), de palestras e encontros conduzidos pelos guardiões, voltados à mediação de conflitos e prevenção da violência.
A secretaria reforçou o compromisso com "o cuidado, a proteção e a integridade dos estudantes, tratando o caso com a seriedade e a responsabilidade que a situação exige".
Fonte: G1 / Foto: Reprodução

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