O ex-juiz federal Wálter Maierovitch disse, na última quarta-feira (12), durante a programação do UOL News, que o Ministério Público tem que investigar com urgência os repasses milionários feitos pelo Banco Master e pela Reag a políticos, incluindo ACM Neto, que teria recebido R$ 3,6 milhões.
Segundo Maierovitch, se os recursos foram repassados durante o período eleitoral, o caso pode configurar abuso de poder econômico, prática que desequilibra disputas e compromete a democracia.
Entendo o caso
Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou que uma empresa ligada ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto, vice-presidente nacional do União Brasil e pré-candidato ao governo da Bahia, recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master e da gestora de recursos Reag Investimentos. A informação é do jornal O Globo.
De acordo com o documento, os repasses ocorreram logo após as eleições de 2022 e também entre março de 2023 e maio de 2024. Procurado, ACM Neto confirmou que recebeu os valores e afirmou que os pagamentos são referentes a serviços de consultoria prestados por sua empresa.
Empresa foi aberta após as eleições
A empresa A&M Consultoria Ltda., da qual ACM Neto é sócio ao lado da esposa, foi criada em 28 de dezembro de 2022, poucos meses após o pleito eleitoral daquele ano. O capital social registrado é de R$ 2 mil.
Segundo dados da Receita Federal, a atividade principal da empresa é a prestação de serviços de consultoria em gestão empresarial, além de atuação secundária de apoio à educação.
Valores e movimentações
O relatório do Coaf indica que, entre junho de 2023 e maio de 2024, a empresa recebeu:
- R$ 1,5 milhão em 11 repasses da Reag
- R$ 1,3 milhão em nove repasses do Banco Master
- No período, o total chegou a R$ 2,9 milhões.
Antes disso, a empresa também recebeu R$ 422,3 mil do Banco Master e R$ 281,5 mil da Reag entre março e junho de 2023.
Após ter o nome citado, o ex-prefeito enviou uma nota ao BNEWS esclarecendo o recebimento de R$ 3,6 milhões do Banco Master e da gestora de recursos Reag Investimentos. As informações constam em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
“Os serviços por mim prestados não envolveram qualquer tipo de irregularidade e não têm correlação com os temas que se noticia estarem sob investigação”, afirmou na nota.
Fonte: Bnews

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