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Ao menos 11 pacientes perderam a visão de um dos olhos após participarem de um mutirão de cirurgias de catarata em uma clínica oftalmológica de Salvador. A Clivan, localizada na Avenida Garibaldi, segue interditada após as denúncias. A informação foi confirmada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

A pasta informou que segue acompanhando os pacientes submetidos à cirurgia realizada no dia 26 de fevereiro deste ano. Ainda segundo a secretaria, 26 pessoas continuam internadas e sem previsão de alta.

Dessas, 11 foram submetidas ao procedimento de evisceração ocular, que consiste na remoção da parte interna do olho. "Todos estão assistidos pela rede pública, com revisões periódicas definidas individualmente, conforme avaliação clínica de cada caso", informa a SMS.

Apenas um escritório de advocacia de Salvador afirma ter recebido mais de 150 relatos de pacientes que tiveram complicações após procedimentos realizados na clínica, entre 2022 e este ano. Entre os problemas citados estão perda do globo ocular e da visão, manchas na visão, secreções e visão embaçada.

Interdição

A Clivan foi interditada após as denúncias de pacientes que perderam a visão. A clínica é particular, mas oferece mutirões em convênio com o SUS. Após o ocorrido, a Prefeitura suspendeu o contrato com a unidade.

A Secretaria Municipal de Saúde confirmou a interdição do estabelecimento e disse que a clínica está "devidamente licenciada junto à Vigilância Sanitária Municipal, com alvará sanitário vigente". A pasta ainda afirmou que o mutirão que contou com mais de 130 procedimentos não foi autorizado pela Prefeitura.

Sobre as denúncias, a Clivan afirma, em nota, que todos os protocolos clínicos, técnicos e de biossegurança foram seguidos desde a avaliação pré-operatória até o acompanhamento pós-cirúrgico dos pacientes.

"A clínica realiza mais de oito mil cirurgias por ano, mantendo um histórico sólido de segurança,

qualidade e excelência, o que reforça o caráter pontual do episódio", acrescenta.

O Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) informou que após fiscalizações realizadas na clínica, instaurou uma sindicância para apurar o ocorrido. Havendo indícios suficientes, o caso pode resultar na abertura de um processo ético-profissional.

"O Conselho ressalta que todos os processos éticos tramitam sob sigilo, assegurando-se o amplo direito à defesa e ao contraditório. Eventuais sanções públicas, após o trânsito em julgado, serão devidamente divulgadas para conhecimento da sociedade", diz.

Fonte: Correio 24 Horas

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