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O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) atualizou o cadastro de empregadores envolvidos com trabalho escravo e o cenário na Bahia é alarmante. O estado agora figura na terceira posição do ranking nacional, somando 17 nomes envolvidos em ocorrências identificadas nos últimos cinco anos em 21 unidades da federação.

A nova atualização da "lista suja" do trabalho escravo coloca a Bahia na terceira posição do ranking nacional, empatada com a Paraíba. O estado registrou 17 empregadores incluídos no cadastro, ficando atrás apenas de Minas Gerais e São Paulo.

Os dados apresentados no Cadastro de Empregadores, publicado semestralmente pelo Governo Federal, refletem fiscalizações realizadas em 21 unidades da federação.

  • Período analisado: ocorrências identificadas entre 2020 e 2025.
  • Líderes do ranking: 1. Minas Gerais: 35 empregadores; 2. São Paulo: 20 empregadores; 3. Bahia e Paraíba: 17 empregadores cada.

No total, os novos casos incluídos no cadastro resultaram no resgate de 2.247 trabalhadores em situações de exploração e de trabalho análogo à escravidão, Liane Durão - auditora-fiscal da Superintendência Regional do Trabalho na Bahia. A atualização também excluiu 225 empregadores que completaram os dois anos de permanência no cadastro, pontuou ela.

Da capital ao interior

A presença da Bahia entre os estados com mais casos revela um cenário diverso e espalhado por diferentes territórios. Em Salvador, os registros se concentram principalmente no trabalho doméstico, uma das formas mais silenciosas e difíceis de fiscalizar.

Entre os empregadores listados estão Angélica Meneses de Carvalho, Cesar Jones Lemos, Mara Rubia de Andrade Santana Jara e Maria Lidia Sapucaia Calabrich.

Também há ocorrências em setores como logística e transporte, com a empresa Landsea Serviços Terrestres e Marítimos Ltda - apoio ao transporte aquaviário -, e Laurencio Rios dos Santos - depósitos e armazéns.

No interior, os casos se distribuem principalmente em atividades rurais e extrativistas. A extração de pedras, areia e argila reúne um dos maiores conjuntos de registros, com diversos empregadores identificados. Em Várzea Nova e Morro do Chapéu, a exploração aparece no cultivo de hortaliças e sisal.

Municípios como Cândido Sales concentram casos ligados à produção de carvão vegetal, enquanto Gentio do Ouro e Xique-Xique registram ocorrências na extração de madeira e outros produtos vegetais.

Fonte: A Tarde / Foto: Shirley Stolze

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