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O preço do gás de cozinha subiu 15,3% na Bahia, nesta quarta-feira, 1º, o que significa que o consumidor pode desembolsar até R$ 165 para adquirir o produto.

Em nota enviada ao portal A TARDE, a Acelen, empresa de energia proprietária da Refinaria de Mataripe, que é o pincipal centro de produção de combustível do estado, informou que houve reajuste no preço do gás liquefeito de petróleo (GLP) para as distribuidoras.

Segundo o texto, os preços dos produtos seguem critérios de mercado, que levam em consideração variáveis como custo do petróleo adquirido a preços internacionais, dólar e frete, podendo variar para cima ou para baixo.

"A empresa possui uma política de preços transparente, amparada por critérios técnicos, em consonância com as práticas internacionais de mercado", disse nota.

Preços para o consumidor

À reportagem, Robério Souza, presidente do Sindicato dos Revendedores de Gás do Estado da Bahia (Sinrevgas), informou que "a partir de hoje, o consumidor irá encontrar o gás mais caro, em torno de R$ 8 a R$ 10".

Antes do aumento, o preço do botijão variava entre R$ 125 e R$ 155 em Salvador. O que significa que, com a estimativa, o valor pode chegar a R$ 165.

Produrado, o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de GLP (Sindigás) preferiu não se manifestar sobre o assunto.

"O Sindigás informa que não se manifesta sobre preços, projeções de preços ou qualquer tipo de estimativa relacionada ao mercado. A entidade ressalta que é de conhecimento público que os preços do petróleo e de seus derivados vêm sofrendo forte pressão", disse trecho do texto.

Além disso, o sindicato afirma que a situação pode influenciar os custos e promover mudanças nas condições econômicas, mas que não tem acesso e não interfere em estratégias comerciais e políticas de preços das empresas associadas.

Preço médio do gás de cozinha importado sobe 60% após guerra do Irã

Opreço médio do GLP (gás liquefeito de petróleo), o tradicional gás de cozinha, disparou no mercado internacional desde o início da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã no Oriente Médio, de forma que importadores do produto no Brasil estariam pagando hoje um valor 60% superior ao que pagaram na semana anterior ao início do conflito.

Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) mostram que, na terceira semana de fevereiro, a paridade de importação pelo porto de Santos, o principal do país, era de R$ 32,21 por botijão, enquanto o valor na última semana era de aproximadamente R$ 51,40 por botijão.

Fonte: A Tarde / Foto Raphael Muller

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