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A pouco mais de quatro meses do início da propaganda eleitoral gratuita, os bastidores da disputa pelo Palácio de Ondina já se movimentam com um fator decisivo no radar das campanhas: o tempo de TV e rádio. Levantamento feito pelo BNEWS aponta como deve ficar a divisão do espaço na Bahia nas eleições gerais de 2026.

A propaganda só começa oficialmente em 28 de agosto, mas as articulações já estão em curso, especialmente entre pré-candidatos à Presidência e seus palanques estaduais. O objetivo é claro: ampliar alianças para garantir mais segundos no horário eleitoral. Pela regra, 90% do tempo é distribuído proporcionalmente ao tamanho das bancadas na Câmara dos Deputados, enquanto os 10% restantes são divididos de forma igualitária entre os partidos que superaram a cláusula de barreira.

Disputa pelo governo da Bahia

Na corrida pelo governo estadual, a projeção indica vantagem para o grupo liderado pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), que reúne uma ampla frente partidária com União Brasil, Progressistas, PL, Republicanos, PSDB/Cidadania, Podemos, PRD/SD e DC. Com isso, deve concentrar o maior tempo de exposição.

De acordo com a estimativa, ACM Neto terá cerca de 4 minutos e 57 segundos por bloco. Já o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), que busca a reeleição com apoio da federação PT, PCdoB e PV, além de PSD, MDB, PSB, Avante e PDT, aparece com 3 minutos e 31 segundos.

Em um patamar bem mais reduzido, o candidato da federação PSOL/Rede, Ronaldo Mansur, terá aproximadamente 31 segundos. O Novo, representado pelo ex-deputado federal, José Carlos Aleluia, fica fora da divisão por não ter atingido a cláusula de barreira.

Senado segue lógica semelhante

A disputa pelas vagas ao Senado também reflete o peso das alianças. A chapa formada pelo senador Angelo Coronel e pelo ex-ministro João Roma lidera o tempo de TV, com 3 minutos e 51 segundos. Logo atrás, aparecem o senador Jaques Wagner e o ex-ministro Rui Costa, com 2 minutos e 44 segundos.

A federação PSOL/Rede, novamente, terá participação reduzida, com cerca de 24 segundos.

Inserções reforçam vantagem dos maiores blocos

Além do tempo em bloco, as inserções ao longo da programação também mostram desequilíbrio. O total diário será de 2.100 segundos, sendo 210 segundos divididos igualmente entre os candidatos.

Na prática, o grupo de ACM Neto deve contar com cerca de 1.154 segundos por dia, o que equivale a aproximadamente 38 inserções diárias de 30 segundos. Já o bloco de Jerônimo terá cerca de 821 segundos, com 27 inserções por dia. A federação PSOL/Rede fecha com cerca de 121 segundos, pouco mais de 4 inserções diárias.

Peso político e impacto na campanha

Historicamente, o tempo de TV segue sendo um dos principais ativos das campanhas majoritárias, sobretudo em estados como a Bahia, onde o alcance do rádio e da televisão ainda tem forte penetração. Mais do que exposição, ele garante repetição de mensagem, construção de narrativa e capacidade de resposta a adversários.

Fonte: Bnews / Deivid Santana e Paulo M. Azevedo

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