Um médico foi preso em flagrante na noite de terça-feira (7), após ser denunciado por uma paciente de 18 anos por importunação sexual durante um atendimento na Unidade de Emergência de Pirajá, em Salvador.
Segundo informações apuradas, o médico foi identificado como Alexandre El-Sarli, de 49 anos, ortopedista que atuava na unidade. A emissora tenta contato com a defesa do suspeito, mas não conseguiu até a última atualização desta reportagem.
De acordo com apuração, a jovem foi ao hospital para uma consulta de acompanhamento após sofrer uma fratura em um dos dedos da mão. O atendimento teria sido realizado pelo mesmo médico que a acompanhou anteriormente.
Conforme a denúncia, após retirar a tala e solicitar um exame de raio-X, o ortopedista chamou a paciente para o consultório. No local, teria afirmado que ela apresentava sinais de fibromialgia e pedido que retirasse a camisa para uma avaliação.
A jovem relatou que, durante o atendimento, o médico passou a fazer comentários de cunho sexual e, em seguida, a abraçou por trás, abaixou sua calça e encostou o corpo nela sem o consentimento.
Após deixar o consultório, a paciente procurou policiais militares da 9ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), que estavam nas proximidades da unidade, e denunciou o caso.
Em nota, a Polícia Militar (PM) informou que foi acionada para averiguar uma ocorrência de importunação sexual contra uma mulher na unidade hospitalar, localizada na Rua João Batista, no bairro de Águas Claras. Os policiais identificaram e detiveram o suspeito, que foi encaminhado, junto com a vítima, para a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), onde a ocorrência foi registrada.
A Polícia Civil informou que a Deam de Periperi registrou a prisão em flagrante. Segundo a corporação, após a lavratura do Auto de Prisão em Flagrante (APF), o suspeito permaneceu custodiado à disposição da Justiça.
Em nota, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) informou que a direção da Unidade de Emergência de Pirajá abrirá uma sindicância para apurar a denúncia de assédio sexual envolvendo o médico. Ainda conforme a pasta, serão adotadas as providências administrativas cabíveis caso o crime seja comprovado, respeitando o devido processo legal.
A Sesab afirmou ainda que a unidade não compactua com qualquer conduta que viole a ética, o respeito aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) e a dignidade de pacientes e profissionais, e disse que colaborará integralmente com as autoridades policiais para o esclarecimento dos fatos.
Fonte: G1 / Foto: Reprodução

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