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Joe Jackson, pai de Michael Jackson, morre aos 89 anos nos EUA


Joseph Walter Jackson, o pai do Rei do Pop, Michael Jackson, morreu nesta quarta-feira (27/6) aos 89 anos. Ele deixou um legado controverso. Nome por trás do sucesso do filho, também esteve associado a abusos infantis e agressões. Joe, como era conhecido, é reconhecido pela opinião pública mundial como um empresário inescrupuloso, capaz de qualquer coisa para garantir vendas.

O ex-executivo da indústria fonográfica era filho de país separados. Aos 18 anos, mudou-se para Chicago, em Indiana, e passou a viver com a mãe. Foi lá que conheceu sua futura esposa Katherine Scruse.


Em meados da década de 1950, Joe iniciou uma carreira musical em parceria com seu irmão, Luther, na banda chamada The Falcons – parceria que terminou sem conquistar muito sucesso. Em 1964, ele descobriu o talento de três filhos: Jackie, Tito e Jermaine.

O homem, então, viu a chance da fazer sucesso com música. O grupo começou apenas com os três integrantes e, com a entrada de Michael e Marlon, tornou-se o Jackson 5.


Medo e agressão

Até o início dos anos 1980, Joe era apenas conhecido como o grande produtor e empresário por trás do Jackson 5. Então, a imprensa começou a reportar os abusos cometidos pelo homem contra seus filhos, principalmente Michael – o caçula. Embora tenha sofrido abuso do pai, o Rei do Pai já admitiu que a rígida disciplina de seu pai foi importante para alavancar sua carreira.

No entanto, durante o documentário Living with Michael Jackson (2003), o astro admitiu sentir tanto medo do pai que chegava a vomitar e desmaiar quando Joe acompanhava as turnês do Jackson 5.

Rígido, o patriarca obrigava os filhos e a esposa o chamarem de Joseph, ao invés de papai. Marlon contou que viu o pai espancar o irmão mais novo (e famoso) uma vez. No reality The Jacksons: An American Dream (1992), Katherine, a mãe, implora que o marido pare de bater nos filhos: “Isso vai acabar com ele. Você é muito duro com ele”.

Após confirmar os boatos de agressão em entrevista a Oprah em 1993, Michael somente conseguiu discutir a relação com o pai em 2003 (Foto: KIMBERLY WHITE-POOL)
Seu histórico de maus-tratos ofuscou seu legado como um dos maiores empresários de sua época. Após a morte de Michael, foi divulgado que apenas Katherine e os irmãos receberiam parte da fortuna do Rei do Pop. Joe recorreu à Justiça para reverter a decisão do filho, mas não conseguiu.

Sem herança, ele passou anos fazendo palestras e entrevistas para ganhar mais dinheiro. Nelas, ele sugeria e perpetuava teorias de conspiração sobre a morte de Michael.

Acusação de La Toya

La Toya Jackson, em sua autobiografia (La Toya: Growing Up in The Jackson Family), acusou o pai não só de abusos físicos e psicológicos, mas também de assédio sexual nela e na irmã Rebbie. O livro foi lançado durante seu casamento abusivo com Ralph Gordon, que a obrigou a cortar todos seus laços com a família.

Após sua separação, La Toya fez as pazes com a família e desmentiu as acusações contra Joseph.

A imagem

Joe Jackson sempre negou as agressões, mesmo admitindo ser duro com os filhos. Seu site oficial clama que suas ações são justificadas pelas suas intenções de garantir a sobrevivência da família na indústria musical. Reportagem de Rutt Premsrirut, um amigo pessoal de Joe, afirma que o patriarca era um “homem de aço, imbatível em momentos de crise”.

Joe, Katherine e Michael no dia em que o Rei do Pop foi acusado de molestar um garoto (Foto: JUSTIN SULLIVAN)
Premsrirut também argumenta que a razão por trás da exclusão do nome de Joe no testamento de Michael foi a idade avançada do pai. Em uma entrevista à Fox News, Katherine Jackson – já divorciada do ex-marido – tentou desmentir as acusações contra o homem: “Ele nunca fez nada parecido com isso”, argumentou.

Fonte: Metrópole

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