Jacobina: Moradores do Junco tentam impedir sepultamento de vítima da Covid-19


Moradores do distrito do Junco, no município de Jacobina, tentaram impedir o sepultamento do corpo da idosa Guiomar Pereira dos Santos, 89 anos, que residia na cidade de Capim Grosso e faleceu nos Hospital Regional de Jacobina após apresentar os sintomas mais graves da Covid-19 (leia aqui). Imagens e áudios que circularam em grupos do aplicativo de mensagens WhatsApp mostram uma confusão ocorrida na tarde desta terça-feira (23), em frente ao cemitério do distrito.

Alguns moradores ficaram agressivos e chegaram a dizer que a prefeitura de Capim Grosso tem sepultado vítimas da Covid-19 no distrito do Junco. Uma mulher disse que, das quatro pessoas mortas em decorrência do vírus em Capim Grosso, apenas uma tinha origens no distrito de Jacobina. Ainda segundo a moradora, outras duas pessoas que foram sepultadas no Junco e mais a idosa, que populares tentaram impedir o sepultamento, não seriam pessoas do distrito.

No entanto, outros moradores disseram que a idosa tinha parentes no Junco e que era absurdo o que alguns populares haviam feito.

Vários leitores do Jacobina Notícias se manisfestaram nas redes sociais e pediram "mais empatia" e respeito aos familiares. "A senhora residia em Capim Grosso mas os familiares moram no Junco! A falta de empatia e ignorância é muito grande, ninguém escolhe do que vai morrer, ela também não vai sair de debaixo do chão pra espalhar a doença. Mesmo morta ela tem parentes, ela foi esposa, mãe, avó, tia e ser humano!", destacou.

Outra moradora chegou a questionar a Prefeitura de Capim Grosso. "Se o pessoal daqui do Junco não pode ser consultado aí [em Capim Grosso] para sua saúde, por que a pessoa quando morre lá ela [a prefeita de Capim Grosso] quer mandar para cá? Entendeu? Eu sou do Junco, minha mãe mora no Junco, meus avós moram no Junco", disse.

Outro internauta não achou correta a forma do protesto e disse que faltou respeito a família. "Faltou mais bom senso por parte dos moradores, não tiveram o devido respeito aos familiares da vítima. Aquilo é só um pedaço de chão, onde a pessoa será colocada seu corpo. Precisamos trabalhar mais a empatia, ser solidários, respeitar mais a dor do outro, independentemente de onde é, ou de onde veio. Eu não achei certo o que fizeram, imaginem a dor dessa família, já perderam um ente querido e ainda passam por um constrangimento desse", disse.

"Em vez de ficarem mais humanas as pessoas estão cada vez mais egoístas. No primeiro caso q teve em Jacobina as pessoas queriam até matar a moça e agora tentam impedir o enterro de alguém. Dessa vida nós não levamos nada, espero q as pessoas q tiveram essa atitude estejam cientes q elas podem ser as próximas. Lamentável (sic)", enfatizou outra internauta.

Após o impasse, o sepultamento do corpo da senhora Guiomar aconteceu respeitando todas as normas de segurança e protocolos orientados pelo Ministério da Saúde.

Por Robson Guedes / Jacobina Notícias






Moradores do distrito do Junco, no município de Jacobina, teriam impedido o sepultamento de um corpo que seria de uma moradora da cidade de Capim Grosso, que faleceu após não resistir aos sintomas mais graves da Covid-19. Imagens e áudios que circulam em grupos do aplicativo de mensagens WhatsApp mostram uma confusão em frente ao cemitério do distrito. Alguns moradores afirmam que a Prefeitura de Capim Grosso @prefeituracapimgrosso tem sepultado as vítimas da Covid-19 no distrito do Junco. Segundo uma moradora, apenas uma das quatro pessoas mortas em decorrência do vírus em Capim Grosso tinha suas origens no distrito de Jacobina. As outras duas que foram sepultadas no Junco e mais o corpo que foi impedido de ser enterrado nesta quarta-feira (24), não seriam pessoas do distrito. . Confira a reportagem completa no site Jacobina Notícias. . #Jacobina #coronavirus #covid19 #capimgrosso #covid_19 #junco #distritodojunco #juncodejacobina
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