A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro apura a morte de uma jovem de 18 anos no Hospital Rocha Faria, em Campo Grande, na Zona Oeste da cidade. A família de Larissa Vitória de Souza Pereira acusa a unidade de saúde de negligência, após a mulher sofrer um aborto espontâneo e passar por uma curetagem. Eles contam que ela teve o intestino perfurado.


O caso também será investigado pela Polícia Civil. Larissa estava grávida de 4 meses. A família estava feliz com a notícia e fazendo planos para a chegada do bebê. Eles descobriram o problema quando a jovem teve um sangramento, acompanhado de dores intensas no abdômen. Ela deu entrada no hospital na última terça-feira (25), onde foi constatado o aborto espontâneo e foi feito o procedimento para remover o que restou da placenta. 


O estado de saúde dela piorou, e os familiares pediram que fosse feita uma tomografia, mas o equipamento estava quebrado no Rocha Faria. A família precisou buscar uma liminar na Justiça para que a jovem conseguisse passar pelo exame em outro hospital. O laudo indicou a perfuração do intestino, segundo contam os parentes. 


Na sexta-feira, a mãe de Larissa insistiu com o pedido de exame de imagem à assistência social do hospital, e conseguiu uma tomografia no Centro Municipal de Saúde Belizário Penna, em Campo Grande, porque o equipamento do Rocha Faria estava quebrado. Com o resultado do exame, os médicos encaminharam a jovem para a UTI para uma cirurgia de emergência, marcada para as 19h30. Somente às 21h30 Larissa foi para o Centro Cirúrgico, segundo o relato da família. 


Na tarde de sábado, o pai da Larissa recebeu a notícia de que uma infecção generalizada havia atingido todos os órgãos da jovem, e que o quadro era grave. Larissa morreu na madrugada do último domingo (30), quando foi velada e sepultada. A família registrou ocorrência e vai acionar a Justiça contra o hospital. 


A direção do Hospital Municipal Rocha Faria informou que Larissa passou por exames de laboratório, rotina de abdômen agudo e ultrassonografia abdominal, que evidenciaram o quadro infeccioso. A tomografia foi realizada no CMS Belizário Pena, outra unidade da rede municipal, sem prejuízo à assistência da paciente.


Fonte: Extra.globo


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