Bahia faz história, vence o Nacional e vai à 2ª fase da Sul-Americana


Mesmo com a vantagem criada na partida de ida, quando venceu por 3 a 1 – 6 a 1 no agregado –, o Bahia não quis saber de corpo mole na noite desta quarta-feira, 26, começou a partida contra o Nacional-PAR em ritmo acelerado e carimbou a classificação para a segunda fase da Copa Sul-Americana logo nos primeiros 45 minutos. Os paraguaios se jogaram ao ataque desde o primeiro minuto e o time de Roger Machado foi impiedoso nas chances que criadas ao longo do embate.

O Tricolor abriu o placar no estádio Luis Alfonso Giagni, na cidade de Villa Elisa, no Paraguai, logo aos dois minutos de jogo com Élber, após belo lançamento de Rossi. Gilberto marcou duas vezes e ampliou a vantagem tricolor. O camisa nove chegou a marca de seis gols nos últimos quatro duelos disputados. Ao todo, são sete gols em 8 jogos no ano. Villagra fez o gol de honra da equipe paraguaia.

O triunfo diante do Nacional entrou para a história do Esquadrão de Aço, já que essa foi a primeira vez que o clube venceu um confronto fora do Brasil em sua história, tanto por Libertadores quando pela Copa Sul-Americana.

Com as duas goleadas e o saldo de cinco gols, o Bahia se garantiu no pote 1 do sorteio dos confrontos da segunda fase, o mesmo no qual estarão os 10 times que virão da Libertadores e os clubes com as seis melhores campanhas da competição continental. Os outros times que avançarem estarão no pote 2. Por ter avançado, o Tricolor vai embolsar a premiação de R$ 1,5 milhão.

A baixa do jogo ficou por conta do Clayson, que sofreu uma dura entrada e acabou substituído ainda no primeiro tempo. Segundo a assessoria de imprensa do Bahia, ele sentiu dores no joelho direito.

Tricolor absoluto

Ligado nos 220. Foi assim que o Bahia entrou em campo nesta quarta. O reflexo disso pôde ser visto logo aos 2 minutos de jogo. Rossi lançou Élber, nas costas da defesa do Nacional. O veloz atacante desviou de leve e tirou do goleiro Rojas: 1 a 0 no placar.

Com o gol, o Nacional foi pro tudo ou nada, e pagou caro. O Tricolor conseguiu controlar a partida sem sustos. Manteve a posse de bola, mas sem perder a ofensividade e tentando aproveitar os espaços deixados pelo adversário.

Aos 28 minutos, o Esquadrão saiu em velocidade. Gilberto passou para Rossi, sem goleiro, empurrar a bola para o fundo das redes. Mas gol não valeu. O árbitro marcou impedimento na jogada.

Mas, um minuto depois, João Pedro tenta o passe pelo alto na direção de Gilberto, mas o zagueiro do Nacional cortou a bola com o braço. Penalidade máxima. Gilberto foi para a cobrança e ampliou.

E o Tricolor queria mais. Aos 44, Rossi recebeu belo lançamento de Juninho Capixaba pela esquerda e tocou de três dedos para Gilberto, livre, chutar de primeira, na saída de Rojas e fazer 3 a 0.

O goleiro Anderson, que foi acionado em três oportunidades, mostrou tranquilidade e bom posicionamento para evitar o gols dos paraguaios.

Administrou

Com a chance de classificação exterminada pelo Bahia, o Nacional continuou indo pra cima na busca de, ao menos reduzir, o prejuízo diante da torcida. Logo aos cinco minutos, o árbitro argentino Patricio Loustau viu mão de Lucas Fonseca em uma disputa de bola pelo alto e assinalou, equivocadamente, pênalti. Villagra cobrou rasteiro, Anderson pulou certo, mas não alcançou: 3 a 1.

O jogo ficou muito pegado, com muitas faltas e, em alguns minutos, até violento por parte dos jogadores paraguaios. Com isso, o Tricolor passou a cadenciar mais a partida, controlar o ritmo e botar o adversário para correr.

O Nacional até chegou a balançar as redes mais uma vez, mas o árbitro Loustau voltou viu impedimento de Borja, em lance bastante duvidoso.

Fernandão ainda protagonizou um lance medonho. João Pedro chutou de fora da área, Rojas espalmou nos pés de Fernandão, mas o atacante se atrapalhou e perdeu.

Rafael Tiago Nunes